Mesmo 'pesado', Jadel Gregório está confiante para Pequim

Atleta brasileiro acredita em conquista de medalha no salto triplo nos Jogos Olímpicos

Heleni Felippe, O Estado de S. Paulo

29 de maio de 2008 | 22h07

O triplista Jadel Gregório garantiu, nesta quinta-feira, que não está preocupado com nenhum tipo de cobrança ou pressão por não ter vencido todos os cinco Grand Prix que disputou no País, em maio, e ter dado apenas um salto acima dos 17 metros. Disse que ainda está "pesado" na atual fase de preparação, não fez treinamento específico para o salto e se sente tranqüilo. "Estou trabalhando direitinho, no caminho certo", frisou Jadel, que tem na medalha nos Jogos de Pequim, em agosto, seu objetivo único na temporada. Jadel venceu o salto triplo em Uberlândia (16,86m) e Fortaleza (16,74m); no Rio ficou em segundo, com a sua melhor marca no ano, de 17,27m; em São Paulo (16,91m) e em Belém ficou em quarto (16,82m). "Estou focado, continuo com meu treinamento e só vou estar saltando longe em julho. Me sinto contente demais por ter feito um salto de 17,27m agora", observou Jadel, de 27 anos, que no ano passado conseguiu suas medalhas mais expressivas - ouro, no Pan do Rio, e prata no Mundial de Osaka (Japão). Na próxima quarta, Jadel segue para os Estados Unidos para a disputa do Pre Fontaine, no dia 8 de junho, e ainda compete no Troféu Brasil, no dia 23, em São Paulo, antes de voltar para casa, em Gateshead, na Inglaterra, e fazer a preparação final para a Olimpíada. Jadel treina com o técnico Peter Stanley, que também foi um dos treinadores do recordista mundial Jonathan Edwards (18,29m), que se aposentou do atletismo em 2003. Já treinou com Nélio Moura e Aristides Junqueira, no Brasil, antes de romper com ambos e optar pelo estrangeiro. Jadel, que está com 27 anos e tem 2,03m, concorda que trabalhar com alguém como Stanley, que "já sabe como chegar lá", que levou um saltador até o recorde mundial, dá segurança, mas observou que esse não é o único motivo de sua mudança. Nesta quinta, chegou atrasado à entrevista, no Pinheiros, seu novo clube no Brasil, após enfrentar um pneu furado - passou num buraco - e o trânsito de São Paulo. "Em Gateshead, chego na pista em 5 minutos, aqui perco 2 horas no trânsito, tempo em que poderia estar na pista, descansando ou com minha família". O saltador concorda que ainda falta a medalha olímpica no seu currículo - o salto triplo rendeu ao Brasil seis pódios, com Adhemar Ferreira da Silva, Nélson Prudêncio e João do Pulo - mas garantiu que não pretende parar aí, depois de Pequim. "O recordista mundial se aposentou com 38 anos. Após uma medalha olímpica o objetivo passa a ser o recorde mundial, outra medalha ..."

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