Wilton Junior/ Estadão
Wilton Junior/ Estadão

Sem novos patrocínios, Felipe Wu busca outra medalha no tiro esportivo

Atleta que obteve o primeiro pódio brasileiro nos Jogos do Rio disputa a final da Copa do Mundo e lamenta situação

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

07 Outubro 2016 | 17h00

O brasileiro Felipe Wu, medalha de prata nos Jogos Olímpicos do Rio, disputa neste sábado a final da Copa do Mundo na pistola de ar 10m, em Bologna, na Itália. Ele tem boas chances de pódio, ainda mais porque o campeão olímpico e líder do ranking, o vietnamita Xuan Hoang, não vai disputar.

Apesar do ótimo momento, o atleta lamenta a dificuldade em encontrar parceiros para seguir em busca de outra medalha nos Jogos de Tóquio, em 2020. "Eu esperava que surgisse algum patrocínio, mas ainda acho que as grandes empresas prefiram esportes com maior aparecimento na mídia. É uma pena isso, mas não posso fazer muita coisa", explica o atleta.

Apesar da frustração, ele prefere agradecer quem se manteve ao seu lado após conquistar o primeiro pódio do Brasil no Rio. "Ao mesmo tempo, tenho de agradecer e muito a quem me apoia desde antes dessa medalha, que é o Exército Brasileiro, o clube A Hebraica e a empresa Rifle, que fabrica chumbinho para competição", diz.

Do pontos de vista dos torcedores, sua vida sofreu uma grande transformação após a medalha. Se a ajuda de patrocinadores não vem, o carinho dos fãs aumentou. "Desde a medalha olímpica o que eu mais senti foi o reconhecimento das pessoas nas ruas. Todo mundo me parabeniza e reconhece meu esforço e resultado."

Felipe Wu ficou famoso por treinar no início da carreira no quintal de sua casa. A instalação não era das mais adequadas e até a distância para o alvo era menor do que os 10 metros da competição, por falta de espaço. Mesmo assim, ele mostrou força para seguir adiante. "Eu quero muito estar em Tóquio. Óbvio que não depende apenas de mim, mas vou fazer o possível para estar em bom nível em 2020 também", avisa.

Neste sábado ele vai competir em Bologna por mais uma medalha para sua coleção. Sabe que não será fácil, apesar do desfalque do campeão olímpico, mas pretende acertar o alvo e mostrar que, aos 24 anos, é um dos grandes nomes do Brasil para este ciclo olímpico numa modalidade bastante tradicional.

"Essa competição é sempre muito importante, porque reúne os melhores atletas da temporada. Infelizmente, em ano de Jogos Olímpicos, todo nosso treinamento é voltado para ter o melhor rendimento no mês de agosto e creio que por isso alguns atletas não vieram. Da mesma forma, por ter a participação de atletas de altíssimo nível, a competição certamente será bem dura", conclui.

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