Mídia estrangeira é tendenciosa sobre o Tibete, diz organizador

A mídia internacional não conseguefornecer relato equilibrado sobre a China e a região do Tibeteporque conhecem pouco sobre ambos, disse o vice-presidente doComitê Organizador dos Jogos, Wang Wei, na sexta-feira. Wang respondia a uma questão feita ao Comitê OlímpicoInternacional (COI) se sua decisão de escolher Pequim como sededos Jogos foi correta devido aos problemas do país com o Tibetee com os diretos humanos. O clamor pela independência do Tibete esteve no centro dosprotestos ao redor do mundo durante o tour internacional datocha Olímpica, além de diversos pequenos protestos em Pequimantes e durante os Jogos. Os protestos foram disparados devido à reação da China adistúrbios que aconteceram em março em Lhasa, capital doTibete. "Há muita crítica nesta sala, o que reflete quãotendenciosa é a mídia em relação à China, como sabem muitopouco", disse Wang. "As pessoas não sabem muito sobre o Tibete e vocês deveriamperguntar às pessoas em Pequim sobre o Tibete. Eu tenho amigoslá e o padrão de vida deles melhorou dramaticamente." A China diz que suas tropas libertaram o Tibete da servidãofeudal depois da invasão em 1950. Desde então, tem fornecidosubsídios enormes para ajudar o desenvolvimento daquela remotaregião e descarta vigorosamente as acusações de repressão. "É melhor você conhecer algumas coisas antes de chegar auma conclusão", disse Wang. "A mídia quer encontrar alguma coisa sobre o que escrever,mas vocês não podem fazer isso ao custo do sacrifício do povo." Os críticos dizem que o Tibete foi ilegalmente ocupado eque os tibetanos têm ficado à margem do grande crescimentoeconômico chinês, criando uma lacuna étnica entre odesenvolvimento dos chineses e dos tibetanos.

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