Milionários da NBA levam redenção ao basquete dos EUA

Jogadores da maior liga de basquete no mundo colocaram os egos de lado e jogaram muito pelo ouro

Gelu Sulugiuc, REUTERS

24 de agosto de 2008 | 13h32

Os milionários jogadores da NBA, a liga profissional de basquete dos EUA, que formaram a seleção masculina nos Jogos de Pequim, disseram que eles colocaram seus egos de lado com prazer para conquistar o ouro olímpico. Foi o primeiro título importante desde 2000.   Veja também:Balanço da Olimpíada de Pequim"Nós temos vários caras neste time que são individualmente ótimos", disse o ala Dwyane Wade, que foi o cestinha do jogo final contra a Espanha com 27 pontos. "Mas, individualmente ótimo não significa nada em jogos de seleção." "Nós tivemos que jogar juntos o tempo todo, dos dois lados da quadra. Se em algum momento tivéssemos feito diferente, nós não estaríamos sentados aqui, com as medalhas de ouro em nossos pescoços", acrescentou. Os Estados Unidos, com aquele que ficou conhecido como "Time da Redenção", depois do bronze em Atenas-2004 e também no Mundial do Japão-2006, venceram a final dos Jogos de Pequim por 118 a 107, no único jogo que os norte-americanos tiveram realmente de suar a camiseta."Nós dominamos o torneio, mas a Espanha chegou e nos pressionou até o limite", disse Wade. "Se você não gosta de jogar partidas como esta, você não é um competidor. Eu estou agradecido por ter feito parte disso", falou."Nós usamos nosso banco, esta é a razão porque somos melhores que todo mundo. Nós não temos um ou dois caras, nós temos 12 caras que podem jogar", afirmou. O diretor de administração da equipe, Jerry Colangelo, disse que cinco ou seis jogadores já pediram para continuarem jogando pela equipe dos EUA. "Estou invicto, agora eu posso me aposentar da seleção", disse Jason Kidd, de 35 anos, que ostenta uma marca de 52 vitórias e nenhuma derrota com o time nacional norte-americano. Kidd, o único remanescente do time que ganhou o ouro em Sydney-2000, disse que uma das primeiras coisas que os jogadores norte-americanos fizeram ao chegar no vestiário foi autografarem os tênis uns dos outros. "Nós jogamos como um time", disse Kidd. "Ninguém entrou em pânico, ninguém tentou resolver por si mesmo. Eu disse a eles que aproveitassem o momento, porque ninguém pode tirar esse prazer deles." Carmelo Anthony acrescentou: "Nós chegamos ao ponto mais baixo para os EUA em 2004. Agora nós fizemos um trabalho e tanto de colocar o basquete norte-americano de volta ao lugar onde ele deveria estar, que é o topo do mundo. Eu estou tão orgulhoso agora."  

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