Eugene Hoshiko/Ap
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Ministra e ex-atleta Seiko Hashimoto ganha força para assumir a presidência dos Jogos de Tóquio

Ela é uma das candidatas a ocupar o lugar de Yashiro Mori, de 83 anos, que renunciou após fazer declarações machistas

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2021 | 10h13

O nome da ministra japonesa dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Seiko Hashimoto, ganha força para assumir a presidência do Comitê Organizador dos Jogos no lugar de Yoshiro Mori, que entregou o cargo semana passada após não suportar as pressões internas e externas depois de ter feito declarações machistas sobre mulheres executivas que, segundo ele, falam demais nas reuniões e vivem competindo entre si.

Primeiramente, Mori, de 83 anos, afirmou que não renunciaria, mas foi convencido a deixar o cargo. Em seu discurso final, fechado para perguntas dos jornalistas, ele disse "se sentir patético" por suas declarações. Seiko trabalhou com Mori na organização dos Jogos de Tóquio e tem sido apontada como a mais bem preparada para assumir o posto nessa reta final para a disputa, marcada para começar em 23 de julho.

Tóquio começou a vacinar sua população contra a covid-19 no domingo, mas a cidade ainda está em estado de emergência por causa da pandemia. Estrangeiros ainda estão proibidos de entrar no Japão. Seiko é uma ex-atleta olímpica, tem 56 anos, e já teria comentado na televisão pública NHK do seu receio de assumir a pasta faltando tão pouco tempo para os Jogos. Ainda assim, os responsáveis pela decisão, um comitê de notáveis do Japão e do COI, deverão fazer a oferta para a ministra.

A principal preocupação ainda diz respeito à pandemia do novo coronavírus. O Japão controlou bem a doença no último ano, mas agora sofre aumento de casos e mortes. Por enquanto, o COI e seus pares da Organização do país-sede estão alinhados em manter a Olimpíada em andamento. Seiko sabe, no entanto, que os Jogos não estão totalmente garantidos. Existe a possibilidade de as provas em Tóquio não terem público. A pressão dos japoneses é para que não haja a Olimpíada e que ela seja cancelada definitivamente. 

Outros nomes estão no páreo para assumur o lugar de Mori na presidência do Comitê, entre eles o de Yasuhiro Yamashita (presidente do Comitê Olímpico Japonês) e Mikako Kotani (diretora desportiva de Tóquio-2020). Há pressa para ocupar o posto para que os Jogos não ganhem mais descrédito da comunidade internacional e dos próprios competidores.

Por ser uma ex-atleta, Seiko tem a preferência por conhecer a Carta Olímpica, cujos princípios defende a iguadade de gênero, a diversidade e a inclusão. Os organizadores se recusam a comentar sobre a nomeação de qualquer membro para o cargo. Há uma nova reunião para discutir o assunto nesta quinta-feira.

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