Eugene Hoshiko/Ap
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Ministra japonesa diz que Olimpíada pode ser adiada por causa do coronavírus

'O COI tem o direito de cancelar os Jogos somente se eles não ocorrerem dentro de 2020', diz Seiko Hashimoto

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de março de 2020 | 10h53
Atualizado 03 de março de 2020 | 17h15

O surto global do novo coronavírus, denominado SARS-CoV2, continua causando problemas e gerando dúvidas para a realização de eventos esportivos espalhados pelo mundo. Mais de cem já foram cancelados ou adiados. Nesta terça-feira, o governo do Japão admitiu a hipótese de adiar também os Jogos Olímpicos de Tóquio, marcados para começar em 24 de julho. A intenção seria realizar a Olimpíada no fim do ano. O coronavírus já atingiu 274 pessoas e matou ao menos 6 no Japão.

O Comitê Organizador tem fugido da possibilidade de adiar o evento por causa do coronavírus. Segundo Seiko Hashimoto, ex-patinadora e ministra da Olimpíada no Japão, o contrato com o Comitê Olímpico Internacional (COI) prevê que os Jogos sejam realizados em 2020. Na interpretação da organização, a informação abre a possibilidade de um adiamento da competição em alguns meses. Ou seja, se ele não acontecer em julho/agosto, porderia ser levada para outro mês dentro do ano.

"O COI tem o direito de cancelar os Jogos somente se eles não ocorrerem dentro de 2020. Isso pode ser interpretado como uma possibilidade de os Jogos serem adiados, contanto que sejam realizados durante este ano", explicou Seiko Hashimoto, em resposta a questionamento durante audiência do Parlamento japonês nesta terça-feira.

A ministra, no entanto, acrescentou que o governo japonês "está fazendo de tudo" para garantir que os Jogos Olímpicos aconteçam dentro das datas planejadas, entre 24 de julho e 9 de agosto. Já o presidente do COI, o alemão Thomas Bach, rechaçou a hipótese de adiamento e garantiu que a Olimpíada começará no dia programado. "O COI está totalmente determinado a fazer com que os Jogos ocorram com sucesso a partir de 24 de julho até 9 de agosto", declarou o dirigente nesta terça-feira ao abrir a reunião do Comitê Executivo da entidade, em Lausanne, na Suíça.

Diversos eventos-teste para a Olimpíada foram cancelados em meio ao surto do coronavírus no país. O canadense Dick Pound, vice-presidente do COI, foi quem sugeriu que os Jogos de Tóquio-2020 pudessem ser cancelados se a contaminação do vírus seguisse aumentando.

O vírus que surgiu na China no fim do ano passado já chegou a 62 países, ultrapassa o número de 3 mil mortes. Há mais de 88 mil pessoas infectadas. O Brasil confirmou o seu segundo caso no último sábado, ambos em São Paulo, e investiga 433 casos suspeitos - 162 já foram descartados.

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