Sergei Karpukhin/Reuters
Sergei Karpukhin/Reuters

Ministro diz que decisão de excluir russa do salto em distância foi 'desumana'

Daria Klishina foi suspensa a apenas três dias de sua participação nos Jogos

Estadão Conteúdo

14 Agosto 2016 | 09h48

A decisão da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) de excluir a russa Daria Klishina da Olimpíada do Rio enfureceu o ministro do Esporte do país. Vitaly Mutko avaliou como "desumana" a retirada da atleta da prova do salto em distância a apenas três dias de sua estreia no Brasil.

"Não sei como classificar isso. Não sei como estas pessoas podem agir desta forma. Tudo isso é desumano", declarou Mutko à agência russa R-Sport. "O que fizeram com ela ultrapassa os limites da razão."

Klishina havia sido a única russa que compete no atletismo liberada pela IAAF para disputar os Jogos do Rio, depois que a entidade puniu a modalidade do país por causa de um esquema de doping de enormes proporções. A federação considerou que a atleta era uma exceção, já que vive e treina nos Estados Unidos desde 2013.

Só que no último sábado, a IAAF mudou de ideia e disse que o "surgimento de novos antecedentes" a fizeram reconsiderar a posição e punir a Klishina, que, desta forma, está fora dos Jogos Olímpicos.

Imediatamente, Klishina entrou com ação na Corte Arbitral do Esporte (CAS) e sua situação deverá ser resolvida até esta segunda-feira. A russa inclusive desabafou nas redes sociais, garantiu ser "uma atleta limpa" e disse que se sente "enganada por um sistema que não trabalha para garantir um esporte limpo".

Mutko não questionou a punição à atleta, apenas condenou o momento em que ela aconteceu, a somente três dias de sua estreia. "Se deixaram fora toda a equipe de atletismo, poderiam ter excluído ela também. Mas deram esperanças a ela, possibilidades de competir, e agora...", reclamou.

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