Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Ministro do esporte classifica Paralimpíada como 'muito positiva'

Competição teve mais de dois milhões de ingressos vendidos

Antonio Pita, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2016 | 18h35

O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, comemorou o resultado de vendas de ingressos para a Paralimpíada do Rio, encerrada neste domingo, 18. Foram 2,1 milhões de ingressos vendidos – a segunda melhor marca da história. A venda do Rio ficou atrás apenas da Paralimpíada de Londres/2012. O Rio também registrou recorde de público no Parque Olímpico, da Barra, no último sábado, dia 10, com mais de 167 mil pessoas

Picciani classificou como "muito positiva" a participação brasileira na Paralimpíada do Rio, que termina neste domingo. Mesmo abaixo da meta de medalhas, o ministro indicou que a delegação demonstrou "evolução" em relação aos resultados da última edição do torneio, em Londres. Segundo ele, o governo pretende manter os programas de incentivo aos atletas para o próximo ciclo olímpico.

"As nossas medalhas foram conquistadas por bolsistas do governo. Aliás, 90,9% da nossa delegação tiveram algum incentivo governamental e a ideia é manter e desenvolver esse trabalho", afirmou Picciani. Ele assumiu o cargo após o afastamento da presidente Dilma Rousseff em maio, no início do processo de impeachment. 

A delegação brasileira conquistou 72 medalhas - 14 de ouro. O resultado colocou a equipe na oitava colocação do quadro de medalhas. A meta do Comitê Paralimpíco Brasileiro era ficar em quinto.

"Adotamos como critério de avaliação a evolução do Brasil nos Jogos, e isso ficou bem claro", completou o ministro. 

Picciani afirmou que conta com orçamento estimado em R$ 656 milhões para investimentos em programas e manutenção de arenas no próximo ano – cerca de 29% superior ao executado neste ano. "Não teremos que gastar para construir estádios. Temos que cuidar da manutenção e fazer as estruturas funcionarem direito", afirmou o ministro. Ele disse esperar também com apoio da iniciativa privada por meio de isenções fiscais de R$ 400 milhões. 

Segundo ele, há negociação para que o Flamengo utilize as instalações de Deodoro, na zona oeste do Rio, para os jogos de futebol. Atualmente, o clube tem jogado em Brasília, uma vez que o estádio do Maracanã terá a concessão revista pelo governo do Rio.

"Se chegar a um acerto, me parece uma solução boa para manter a arena em atividade", disse Picciani. 

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