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Ministro do GSI diz que morte de soldado não fará mudar plano de segurança no Rio

'Seria uma irresponsabilidade criar novos procedimentos no meio do jogo'

Luciana Nunes Leal, Estadão Conteúdo

12 Agosto 2016 | 16h02

Apesar da morte cerebral de um soldado da Força Nacional, Hélio Vieira, que estava em um carro atacado a tiros por traficantes no Complexo da Maré na última quarta-feira, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, afirmou nesta sexta-feira que o episódio "não invalida nada que está sendo feito até agora" em relação à segurança e que "seria uma irresponsabilidade criar novos procedimentos no meio do jogo".

O ministro lamentou a morte do policial, que considerou "uma tragédia" e "uma fatalidade", e negou que tenha faltado treinamento aos agentes de segurança vindos de outros Estados. "A Força Nacional não é uma reunião eventual de soldados. Os soldados que integram a Força Nacional são treinados, estão preparados", afirmou.

Etchegoyen foi o porta-voz de autoridades que participarem de reunião no Centro Integrado de Comando e Controle do Rio. Estavam presentes, entre outros, os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, da Justiça, Alexandre de Moraes, e do Esporte, Leonardo Picciani, o prefeito Eduardo Paes (PMDB), o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, o presidente do Comitê Organizador da Olimpíada e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzsman, além de representantes das Forças Armadas e das polícias federais.

 

O ministro disse que os dois militares que estavam com o soldado morto durante o ataque estão sob cuidados psicológicos e serão ouvidos pela Polícia assim que forem liberados. Só assim, afirmou, será possível saber por que os militares saíram de uma via movimentada e entraram na favela. Etchegoyen reiterou informação do ministro da Defesa, Raul Jungmann, de que os agentes da Força Nacional são orientados a permanecer em vias expressas e não entrar em favelas. "A ordem é para que patrulhem as vias que nos interessam", declarou.

O chefe do GSI insistiu que o Rio, durante a Olimpíada, "está muito mais seguro que em condições normais" e lembrou que o ataque aconteceu "muito longe de onde as pessoas comentaram". "Esse episódio é muito menor que as Olimpíadas. Montamos uma estrutura de segurança que vem respondendo e os Jogos vêm acontecendo. Perifericamente, no sentido geográfico, algumas coisas têm acontecido, resultado da criminalidade remanescente no Rio de Janeiro", afirmou.

O episódio que resultou na morte cerebral do soldado é investigada pela Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil e em procedimento interno da Força Nacional.

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