Issei Kato/ Reuters
Issei Kato/ Reuters

Primeiro-ministro japonês considera 'impossível' ter Olimpíada se pandemia não for contida

Com gasto de cerca de R$ 70 bilhões na organização dos Jogos, Japão aposta em um aumento da economia e turismo durante a competição

Redação, Estadao Conteudo

29 de abril de 2020 | 17h03

Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão, afirmou, nesta quarta-feira, que será preciso conter a pandemia do coronavírus para que sejam realizados os Jogos Olímpicos de Tóquio no ano que vem. O aumento dos casos pelo mundo e o longo tempo para se fazer uma vacina são alguns dos motivos que causam preocupação para o governo japonês e para o Comitê Olímpico Internacional (COI).

"Sempre falamos que a Olimpíada e Paralimpíada precisam ser realizadas de uma forma completa e que os atletas e espectadores possam participar de forma segura. Seria impossível realizar os Jogos de uma maneira completa, caso a pandemia ainda não esteja contida", afirmou o ministro japonês.

Com gastos de US$ 13 bilhões (cerca de R$ 70 bilhões) na organização dos Jogos e arrecadação de US$ 3 bilhões com patrocínios nacionais, o Japão, segundo Abe, aposta em um aumento da economia com o turismo e o consumo durante a competição.

"A Olimpíada precisa ser realizadas de uma forma que mostre que o mundo venceu a batalha contra a pandemia do coronavírus", disse o ministro, que alertou para o fato de a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, considerar a situação da cidade "difícil". Ela pediu que seja expandido o período de "emergência", previsto para encerrar em 6 de maio. A capital japonesa é o epicentro da pandemia no país, com 13,9 mil casos de covid-19 e 417 mortes.

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