Alexandre Carvalho|A2IMG
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Mizael Conrado será 'mensageiro' da chama paralímpica em São Paulo

Ex-atleta de futebol de 5 participará do início do revezamento da tocha

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

01 de setembro de 2016 | 07h00

A tocha paralímpica começa nesta quinta-feira, em Brasília, sua viagem por seis cidades brasileiras. Até o dia 7, data da cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos Rio-2016, serão 250 quilômetros percorridos por 700 condutores durante o revezamento. No domingo, a chama chega a São Paulo, vinda de Natal, e terá Mizael Conrado como "mensageiro". 

O ex-atleta de futebol de 5 e vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) é o responsável pelo início do revezamento na capital paulista. "Me sinto honrado de trazer a mensagem da chama paralímpica para o povo de São Paulo. Pode despertar no paulista uma cultura paralímpica. A gente precisa mostrar que pessoas com deficiência são produtivas e podem conviver em condições de igualdade com todos", exalta.

Por volta das 11h, a pira será acesa no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro a partir de "fagulhas" eletrônicas. Em uma campanha virtual, mensagens com as hashtags #ChamaParalímpica e #Transformação darão "energia" para o acendimento da chama. E Mizael fará essa ligação com a tocha paralímpica. Cada cidade simbolizará um valor paralímpico: Brasília (igualdade), Belém (determinação), Natal (inspiração), Joinville (coragem) e Rio (paixão pelo esporte).

Enquanto a tocha percorre o CT, serão realizadas apresentações dos esportes paralímpicos para a população. São esperadas cerca de 2 mil pessoas no local durante o evento. A expectativa é de que a pira cerimonial seja mantida no centro de treinamento mesmo após os Jogos Rio-2016. O revezamento também passa por Avenida Paulista, instituições como Apae, Dorina Nowill e AACD e termina no Parque do Ibirapuera, às 17 horas.  

Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella, pediu ao Comitê Rio-2016 mudanças no trajeto da tocha paralímpica. A requisição é para que o percurso não fique apenas restrito às instituições de atendimento. "No momento em que estamos falando de respeito à diversidade humana, não vejo razões para a comemoração se encerrar dentro de instituições, como se todas as pessoas com deficiência fossem pessoas com doenças ou dificuldades de convivência social, isso é um equívoco." 

E completou: "A deficiência é uma questão de toda a sociedade. Queremos que as pessoas tenham a oportunidade de refletir sobre o significado da inclusão." O planejamento de logística e segurança segue os mesmos moldes do trabalho realizado no revezamento da tocha olímpica, em julho.

O nome de mais destaque entre os condutores da tocha paralímpica divulgados até agora é do judoca Rafael Silva, o Baby. A chama também será levada por pessoas que tiveram um papel importante na luta das pessoas com deficiência. É o caso de Rubens Sérgio Ribeiro, ativista no tema da acessibilidade e inclusão e fundador da Dream Bike, e Silvana Serafino Cambiaghi, arquiteta especializada nas áreas de Design de Interiores, Acessibilidade e Desenho Universal.

 

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