Diego azubel/EFE
Diego azubel/EFE

'Montanha' vai à final do lançamento de martelo nos Jogos Olímpicos

Wagner Domingos conseguiu a marca de 74,17m e se classificou na 9ª posição

Nathalia Garcia, enviada especial ao Rio, O Estado de S. Paulo

17 de agosto de 2016 | 12h33

Em ascensão na carreira, o brasileiro Wagner Domingos avançou à final do lançamento de martelo nos Jogos Olímpicos do Rio nesta quarta-feira e quebrou um jejum de 84 anos do País. Com 74,17m na segunda de três tentativas, o recordista sul-americano garantiu a liderança do Grupo A e conseguiu encaminhar a vaga mesmo sem obter 76,50m, marca que dava classificação automática. Os atletas do Grupo B mostraram potência e deixaram o "Montanha" na 9ª posição. 

"Estou feliz por ter terminado em primeiro do Grupo A, mas prefiro ficar com os pés no chão. Por ser a primeira Olimpíada, a classificação é sempre um momento de nervosismo, mas consegui manter o foco e consegui uma marca até que razoável", afirmou. O Brasil não tinha um representante na prova desde Carmine Di Giorgi nos Jogos de Los Angeles, 1932.

Campeão mundial, Pawel Fajdek decepcionou e se despediu da Olimpíada precocemente. O polonês terminou a parcial em 7º lugar depois de o lançamento de 72,00m, mas não conseguiu sustentar a vaga e acabou apenas em 17º no geral, desapontado com o desempenho nesta quarta-feira. Os doze melhores colocados disputam a medalha na sexta-feira, às 21h05.

O brasileiro Altobeli Silva lutou, mas acabou em 11º lugar na final dos 3 mil metros com obstáculos nesta quarta-feira, no Engenhão. O atleta da casa terminou a corrida em 8min26s30, sua melhor marca pessoal, e se despediu dos Jogos Olímpicos. Mesmo fora do pódio, fez história. A última vez que o País teve um representante olímpico na prova havia sido em Atlanta-1996, com Clodoaldo do Carmo.

Medalha de ouro, Conseslus Kipruto, do Quênia, quebrou o recorde olímpico ao cravar 8min03s28. A prata ficou com o norte-americano Evan Jager (8min04s28) e o bronze com o queniano Ezekiel Kemboi (8min08s47). O terceiro colocado ainda anunciou sua aposentadoria: "A prova dos 3 mil metros com obstáculos no Rio foi minha última corrida depois de uma longa carreira de 18 anos".

Bicampeão olímpico nos 10 mil metros, Mo Farah começou a busca por mais um título olímpico nos 5 mil. O representante da Grã-Bretanha se manteve no meio do pelotão até metade da prova, assumiu a dianteira depois dos 3 mil e viu o etíope Hagos Gebrhiwet passar à frente, terminando sua bateria em terceiro lugar, com 13min25s25. Na classificação geral, foi apenas o 15º colocado.

"Eu ainda preciso me recuperar, me trancar em um quarto e ficar pronto para essa corrida. Eu estava um pouco cansado, mas acho que foi o calor e ter corrido os 10 mil metros", avalia. E ele confia na dobradinha nas provas de fundo. "É possível, mas esses caras estão preparados para mim. Eu só preciso voltar a me concentrar e estar pronto. Eu ainda tenho fome e ainda quero isso."

O norte-americano Hassan Mead caiu quando faltavam 250 metros para o fim da prova depois de um tropeço de Mo Farah. Ele só sofreu alguns arranhões. "Acho que comecei a me mover no mesmo tempo que ele, eu não tinha o passo completo e colidi com ele. Eu estava no chão tentando levantar o mais rápido possível para terminar a corrida."

Ainda assim, o mais aplaudido foi Rosefelo Siosi, das Ilhas Salomão, que terminou os 5 mil metros mais de dois minutos depois do líder da primeira bateria. O tempo 15min47s76 foi o seu melhor da carreira. Avançaram para a próxima fase os cinco melhores de cada série e os cinco melhores tempos posteriores. Em um ritmo muito mais forte, a segunda bateria colocou atletas da primeira até a décima posição. Apenas os cinco mais bem posicionados da primeira corrida avançaram.

Nos 800 metros rasos, a brasileira Flávia de Lima não conseguiu manter o ritmo forte depois de completar a primeira volta na segunda posição e terminou em oitavo e último lugar (2min03s78) na sétima bateria. No quadro geral, foi apenas a 53ª colocada. A canadense Melissa Bishop foi a mais rápida da classificatória ao registrar 1min58s38 no cronômetro.

A sul-africana Caster Semenya liderou seu grupo sem precisar de muito esforço. As duas primeiras colocadas de cada bateria e as donas dos oito melhores tempos disputam a semifinal na quinta-feira, a partir das 21h15. "Não foi fácil. Estava muito quente, tentei sentir meu corpo antes e eu estava confortável, tentei apenas ficar entre as duas melhores e vencer para ficar em segurança para as semifinais."

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