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Mortes em estradas no RJ caem durante os Jogos Olímpicos

O recuo, segundo a Polícia Rodoviária Federal, foi de 17,5%

Suellen Amorim, especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

23 Agosto 2016 | 16h09

O número de mortes em estradas do Estado do Rio de Janeiro caiu 17,5% durante os Jogos Olímpicos recém-encerrados. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Operação Jogos Olímpicos, que durou 35 dias e terminou nesta segunda-feira, 22, registrou 33 mortes. No mesmo período de 2015, foram registradas 40 mortes. Durante a Olimpíada houve um aumento de 30% do tráfego nas estradas fluminenses. 

A PRF atribui a diminuição de mortes ao policiamento, que foi intensificado desde o dia 16 de julho, para os Jogos Rio 2016. Mas a PRF também disse que o condutor que trafegava durante a Olimpíada saiu de casa "mais consciente". Com isso, os motoristas colaboraram para a melhora, segundo a Polícia.

Durante os 35 dias de operação, foram detidas 554 pessoas em quase 155 mil abordagens a suspeitos, 48% a mais que no mesmo período do ano passado. Os detidos foram acusados de crimes como traficar drogas e dirigir embriagado ou eram foragidos da Justiça. Por estarem sob efeito de álcool, foram detidos 338 motoristas - 92 a mais do que no período equivalente em 2015 e 61% dos presos pela PRF na mesma época de 2016. Durante toda a operação, foram abordados 134 mil veículos. 

A PRF criou os chamados “cinturões de fronteiras” nas divisas do Rio de Janeiro com São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Os cinturões também abarcaram as fronteiras dos Estados do Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, com foco nos estrangeiros que cruzaram o País por terra, com destino ao Rio.

Nestes patrulhamentos, foram registradas 17 mortes a menos do que no ano passado: 159 em 2016, contra 176 em 2015. Foram detidas 1.427 pessoas nestas unidades da Federação, um aumento de 180%.

A Operação da PRF segue até 23 de setembro, quando terminam os Jogos Paralímpicos Rio 2016.

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