Vincent Tremeau / AP Photo
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MPF do Rio vê indícios de que Tóquio também comprou voto de senegalês

De acordo com procuradora Fabiana Schneider, Papa Diack, que recebeu dinheiro do COB, estaria envolvido com a escolha de Tóquio como sede os Jogos Olímpicos de 2020

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2017 | 13h47

A escolha de Tóquio como sede da Olimpíada de 2020 também pode ter sido comprada, a exemplo do ocorrido com os Jogos do Rio-2016, segundo o Ministério Público Federal do Rio (MPF). Isto porque, segundo a procuradora Fabiana Schneider, o senegalês Papa Diack, que recebeu dinheiro do Comitê Olímpico do Brasil, também recebeu 1,7 milhões de euros do Comitê Olímpico de Tóquio. As investigações ainda vão determinar se esta ação teve relação com a escolha de Tóquio como sede para a próxima Olimpíada. Diack é filho do presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo, Lamine Diack.

A procuradora, no entanto, disse não saber quando a quantia foi depositada, mas disse que o esquema de Tóquio foi "menos sofisticado" do que o brasileiro. " O modus operandi de Papa Diack era o mesmo. Mas o comitê de Tóquio depositou o dinheiro diretamente na conta da empresa de Papa Diack. Já o Comitê brasileiro fez os depósitos em nomes de terceiros, pela empresa Matlock, do empresário Arthur Cesar (O Rei Arthur). Tinha uma complexidade muto maior",  disse a procuradora.

Arthur Soares é ex-proprietário do Grupo Facility, empresa que firmava contratos de prestação de serviços com o governo do Rio de Janeiro na época do governo de Sérgio Cabral. Nessa época, Facility somava contratos da ordem de R$ 3 bilhões.

A procuradora não soube precisar mais detalhes sobre o depósito de Tóquio, pois a investigação brasileira é um braço da ação internacional.

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