Sátiro Sodré/Cbda
Sátiro Sodré/Cbda

'Mulher pode ser o que quiser, onde quiser e na hora que quiser', diz Ana Marcela

Após a disputa da prova de 10 km, o Brasil chegou a sete medalhas conquistadas por mulheres; mas marca será superada quando Bia Ferreira, do boxe, terminar sua participação na modalidade

Paulo Favero, Estadão Conteúdo

03 de agosto de 2021 | 22h56

A medalha de ouro de Ana Marcela na maratona aquática fez o Brasil se aproximar mais da meta de 20 pódios que o Comitê Olímpico do Brasil (COB), idealizado para esta edição, superando em número total o que ocorreu nos Jogos do Rio, em 2016, e também colocou a delegação feminina do País ainda mais em evidência.

Após a disputa da prova de 10 km, o Brasil chegou a sete medalhas conquistadas por mulheres em Tóquio, igualando a marca de Pequim, em 2008, mas que será superada quando Bia Ferreira, do boxe, terminar sua participação na modalidade no Japão. "Mulher pode ser o que ela quiser, onde quiser e na hora que quiser. O tanto que a gente vem recebendo de ajuda e igualdade representa muito para o desempenho do Brasil", disse a nadadora.

Nos Jogos de Pequim o Brasil obteve com as mulheres sete medalhas, sendo duas de ouro (vôlei feminino e Maurren Maggi no atletismo), uma de prata (futebol feminino) e quatro de bronze (Natália Falavigna no taekwondo, Isabel Swan e Fernanda Oliveira na vela, Ketleyn Quadros no judô e o revezamento 4x100m no atletismo).

Em Tóquio já teve três medalhas de ouro (Ana Marcela, Rebeca Andrade na ginástica artística e Martine Grael e Kahena Kunze na vela), duas de prata (Rebeca Andrade e Rayssa Leal no skate) e duas de bronze (Laura Pigossi e Luisa Stefani no tênis e Mayra Aguiar no judô). "Todos os brasileiros medalhistas me incentivaram muito, principalmente o Scheffer e o Bruno. É uma raia, uma chance, como eles dizem", afirmou Ana Marcela.

A tendência é que o número de medalhas das mulheres do Brasil suba ainda mais, pois o vôlei feminino ainda está vivo na competição, Bia Ferreira já tem o pódio garantido, e ainda existem outras disputas com possibilidade. "Os resultados são assim, a gente consegue ajudar desta forma com igualdade. As mulheres estão vindo com esse gostinho especial", comentou Ana Marcela.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.