Alexandra Panagiotidou/Divulgação Fina
Alexandra Panagiotidou/Divulgação Fina

Mundial em piscina curta atrai estrelas da natação internacional

Cesar Cielo tem duelo previsto com o polivalente francês Florent Manaudou, que está no top 3 do ranking nos quatro estilos

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

02 de dezembro de 2014 | 07h00

 "Não tenho nada o que fazer lá. Meus objetivos não estão na piscina curta". Foi dessa forma, com um pouco de descaso, que Bruno Fratus, o segundo melhor velocista da natação brasileira, explicou por que descartou participação no Mundial em piscina curta, que começa na madrugada de quarta-feira, em Doha, no Catar.

Assim como Fratus, vários outros nadadores brasileiros de renome pediram dispensa da competição: Thiago Pereira, Felipe Lima, Nicolas Oliveira e Graciele Herrmann. Mas o Mundial, que pode ser considerado o principal evento num ano de calendário fraco da natação, tem lá seus atrativos.


Cesar Cielo abriu mão da participação no Pan-Pacífico, por exemplo, para se preparar bem para o evento.

E o barbarense terá grandes adversários no Centro Aquático Hamad: o principal deles é ninguém menos do que o atual campeão olímpico nos 50m livre, Florent Manaudou. Na semana passada, o francês igualou o recorde da era pós-supermaiôs, assinalado por Cielo: 20s51. Manaudou aliás, encabeça também o ranking em piscina curta nos 50m costas e é top 3 nos 50m peito e nos 50m borboleta. Outro favorito ao pódio é o russo Vladimir Morozov.

Cielo já cai n'água logo no primeiro dia, para as eliminatórias do 4x100m, a partir das 4h30 da manhã de amanhã. A final será amanhã, às 13h. João de Lucca, Henrique de Souza e Marcos Macedo completam a equipe.

"Este ano, me concentrei em tentar mais um título mundial. Tenho carinho especial por qualquer competição que traga algo novo para a minha carreira", diz o campeão olímpico de 2008 nos 50m livre.

Em outras provas, grandes destaques internacionais estarão presentes, como o sul-africano Chad Le Clos, que derrotou Michael Phelps nos 200m borboleta em Londres, Ryan Lochte, dono de 30 medalhas em Mundiais de curta, e Katinka Hosszu, a Dama de Ferro húngara, que disputará dez eventos em Doha.

O Brasil tem boas chances de pódio também nos 50m borboleta. Cielo não vai disputar essa prova em Doha. Nicholas Santos vai defender seu título, obtido em Istambul, em 2012. Guilherme Guido, bronze na edição anterior do evento, em 2012, tem chances de repetir o feito.

No feminino, a pernambucana Etiene Medeiros tenta conquistar a primeira medalha da natação feminina brasileira num Mundial. Ela está batendo a mão perto. No Mundial de longa de Barcelona, no ano passado, ficou em quarto lugar nos 50m costas, mesma posição que ocupa no ranking. Uma das nadadoras que estão à sua frente no ranking, a australiana Emily Seebohm, não vai participar do Mundial.



  


 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.