AFP
AFP

Andy Murray defende ouro olímpico contra Del Potro

Argentino já superou dois 'gigantes' da ATP, Djokovic e Nadal

Fábio Grellet / RIO, O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2016 | 09h35

Seis dias após eliminar na estreia o sérvio Novak Djokovic, número 1 do mundo e favorito ao ouro no Rio, o tenista argentino Juan Martin del Potro, 141.º do mundo, volta a aprontar no torneio olímpico de tênis. Neste sábado ele venceu outro favorito, o espanhol Rafael Nadal, quinto melhor tenista da atualidade e ouro em Pequim-2008, por 2 sets a 1 (parciais de 5/7, 6/4 e 6/6 [7/5])[/7/5] em 3h08 de disputa para se credenciar à grande final dos Jogos Olímpicos. Neste domingo, por volta das 15h30, Del Potro vai decidir o ouro no torneio de simples contra o britânico Andy Murray, número 2 do mundo e campeão em Londres-2012.

Apesar de estar muito longe dos líderes no ranking da ATP, Del Potro não pode ser considerado um azarão: despontou em 2009, aos 20 anos, quando derrotou o suíço Roger Federer na final do US Open. Mas logo machucou o punho direito, precisou se submeter a cirurgia e ficou nove meses parado. Outras duas cirurgias devido ao mesmo problema, em janeiro e junho de 2015, explicam a má posição de Del Potro no ranking. Em 2014, quando esteve em boa forma, ele chegou a figurar em 4.º lugar.

Dois anos antes, na Olimpíada de Londres-2012, Del Potro também havia tido desempenho surpreendente: conquistou o bronze derrotando o mesmo Djokovic na disputa pelo terceiro lugar. Antes, perdera a semifinal para Federer em uma partida de 4 horas e 26 minutos – a mais longa da história desde que os jogos passaram a ser disputados em melhor de três sets.

Na final do Rio, Del Potro vai encarar o campeão daquela Olimpíada, Murray, que não teve dificuldades em bater o japonês Kei Nishikori, sétimo do ranking da ATP, por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/4.

“Contra o Rafa (Rafael Nadal) você nunca sabe quando vai ganhar. É muito difícil”, afirmou Del Potro após a partida. “Isso aqui está sendo um sonho. Pode ser até melhor que no Aberto dos Estados Unidos. Estou ficando muito emocionado a cada partida. O público me faz chorar”, afirmou.

Nadal, que também neste domingo vai disputar a medalha de bronze contra o japonês Kei Nishikori, sétimo do ranking da ATP, entrou em quadra pouco mais de 16 horas após ter conquistado, no dia anterior, a medalha de ouro em duplas, com seu compatriota Marc Lopez. O espanhol quase ficou fora da Olimpíada devido a uma lesão no punho esquerdo, e só confirmou presença no torneio no início de agosto – havia enfrentado uma maratona de dois jogos diários (em simples e duplas masculinas) nos últimos dois dias.

Em outras ocasiões, Nadal chegou a reclamar das condições da quadra e do pouco espaçamento entre uma apresentação e outra. No entanto, elogiou o adversário argentino: “Foi um grande jogo, uma grande batalha. Alcançamos um bom nível de tênis. Só posso dar os parabéns a Del Potro. Dei o meu melhor”.

FEMININO

A porto-riquenha Monica Puig, 34.ª no ranking da WTA, conquistou a medalha de ouro no torneio feminino ao vencer a alemã Angelique Kerber, número 2 do mundo por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 4/6 e 6/1 – foi a primeira medalha de ouro da história do país. A checa Petra Kvitova (14) ficou com a medalha de bronze ao bater a norte-americana Madison Keys (9ª) por 2 sets a 1, com parciais de 7/5, 2/6 e 6/2.

PARTICIPE

Quer saber tudo dos Jogos Olímpicos do Rio? Mande um WhatsApp para o número (11) 99371-2832 e passe a receber as principais notícias e informações sobre o maior evento esportivo do mundo através do aplicativo. Faça parte do time "Estadão Rio 2016" e convide seus amigos para participar também!

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.