Na chegada da tocha, 40 tibetanos são presos em Nova Délhi

Temendo protestos, Índia diminui a rota da tocha para 1/3 dos 9 km previstos inicialmente

Efe e Reuters,

17 de abril de 2008 | 01h53

Dezenas de refugiados tibetanos receberam com protestos na madrugada desta quinta-feira, 17, a tocha olímpica em Nova Délhi. Segundo a polícia, 40 foram presos depois de bloquearam estradas em protesto contra as ações chinesas no Tibete.  Veja tambémTibetanos iniciam percurso paralelo ao da tocha na Índia Restrições marcam revezamento de tocha no Paquistão O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundo  Os protestos e a ligação histórica com os Jogos Olímpicos A tocha, que está a caminho de Pequim para os Jogos Olímpicos de agosto e veio do Paquistão, saiu de um avião carregada por Suresh Kalmadi, chefe da Associação Olímpica Indiana, e foi levada, por uma rota protegida por centenas de policiais, para passar a noite no hotel de luxo Le Meridien. A polícia deteve cerca de 40 tibetanos nas cercanias do luxuoso hotel, informou a agência estatal indiana de notícias PTI. Segundo o diário The Times of India, cerca de 20 mil agentes estão em Nova Délhi para evitar incidentes durante o percurso da tocha. Temendo protestos similares aos que aconteceram em outras cidades, a Índia cortou a rota para um terço dos 9 quilômetros planejados, restringindo o percurso a um trecho de alta segurança usado no desfile anual do Dia da República. Organizadores ainda não disseram o horário de início do revezamento de Nova Délhi.  O avião especial com a tocha aterrissou à 1h10 (16h40 de quarta-feira em Brasília). Pouco depois de chegar à Índia, grupos de tibetanos usando jaquetas amarelas com a mensagem "Liberdade para o Tibete" tentaram invadir o cordão de isolamento policial em vários pontos da cidade. As forças de segurança interromperam o trânsito em várias das principais ruas e avenidas do sul de Nova Délhi devido aos protestos, o que gerou grandes engarrafamentos nos arredores do aeroporto. Na quarta-feira, 47 tibetanos foram detidos quando protestavam em favor da causa tibetana em frente à Embaixada da China em Nova Délhi, onde a presença policial foi constante nas últimas semanas. Calcula-se que a Índia acolhe cerca de 130 mil refugiados tibetanos que deixaram seus lares depois da revolta de 1959, que forçou o exílio do dalai lama. O governo tibetano no exílio está sediado na cidade indiana de Dharamsala, no norte do país e próxima ao Himalaia.

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