João Pires|Foto Jump
João Pires|Foto Jump

No badminton, Ygor e Lohaynny representam o País na Olimpíada

Atletas serão anunciados oficialmente nesta quinta-feira

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

28 de abril de 2016 | 07h00

O badminton do Brasil tem os seus representantes nos Jogos Olímpicos definidos: Ygor Coelho e Lohaynny Vicente. O anúncio oficial da Confederação Brasileira de Badminton (CBBd) será feito nesta quinta-feira, em Campinas, um dia após o encerramento do Campeonato Pan-Americano por Equipes, última competição válida para o ranking olímpico.

O atleta de 19 anos desbancou o experiente Daniel Paiola com folga para ficar com a vaga, enquanto Fabiana Silva perdeu uma disputa acirrada no feminino. Ygor ocupa 29ª posição no ranking olímpico, e Lohaynny aparece na 34ª colocação da lista divulgada no último dia 21. Assim, os brasileiros se garantem mesmo sem precisar dos convites destinados ao país-sede. Caso a jovem de 20 anos deixe zona classificatória na próxima atualização, ela poderá utilizar o benefício. 

Em 5 de maio, a Federação Mundial de Badminton (BWF) irá divulgar a relação oficial com os atletas classificados. Ao todo, 76 esportistas vão disputar as chaves de simples - 38 no masculino e 38 no feminino. Nas duplas (mistas, masculinas e femininas), o Brasil não conseguiu classificação.

Luiz de França, ex-técnico da seleção brasileira, vê uma evolução da modalidade e faz avaliação positiva da presença de Ygor e Lohaynny. "Eles não têm perspectiva de ganhar medalha nessa Olimpíada porque são atletas muito novos. Mas vejo com bons olhos a classificação e como um aceno do crescimento do badminton."

Ele também aponta que os nomes representam "uma mudança de cenário". Os dois brasileiros despontaram a partir do Miratus, ação social na comunidade da Chacrinha, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro. A iniciativa foi desenvolvida por Sebastião Oliveira, pai de Ygor. O projeto, que no início pretendia apenas afastar adolescentes da marginalidade, ganhou novas proporções e passou a revelar talentos, como Lohaynny e a irmã, Luana. 

"Nossos principais atletas vinham do contexto em que surgiu o badminton, as colônias de imigrantes e clubes de classe média. A partir dos anos 2000, esse cenário começou a mudar porque o badminton passou a entrar nas periferias também. O badminton saiu de uma condição de esporte teoricamente elitizado a um esporte ao alcance de todos. Eles (Ygor e Lohaynny) são sinal de uma política de massificação, de uma mudança de patamar para um esporte mais democrático", afirma Luiz de França.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.