Albert Gea/Reuters
Albert Gea/Reuters

Nadador James Feigen se desculpa e admite omissão de fatos em polêmica

Ryan Lochte, Jack Counger e Gunnar Bentz já haviam reconhecido o erro anteriormente

Agência Estado, Estadão Conteúdo

24 Agosto 2016 | 14h59

O nadador James Feigen se desculpou nesta quarta-feira pela confusão provocada na Olimpíada do Rio, na qual ele, Ryan Lochte, Jack Conger e Gunnar Bentz alegaram falsamente terem sido vítimas de um assalto. Feigen é o último do quarteto de nadadores norte-americanos a reconhecer que a história era inventada.

Em comunicado publicado no site de seu advogado, Feigen contou sua versão dos fatos, admitiu que cometeu um erro e alegou que estava tentando proteger seus companheiros. O nadador elogiou, ainda, a hospitalidade do povo carioca.

"Em primeiro lugar, gostaria de me desculpar pelo sério erro cometido durante a Olimpíada, no Rio de Janeiro", iniciou o nadador de 26 anos em seu comunicado. "Eu gostaria de agradecer ao COI (Comitê Olímpico Internacional) e ao povo do Rio de Janeiro pela hospitalidade ao sediar esses Jogos."

Feigen admitiu, ainda, que omitiu alguns detalhes ocorridos no posto de gasolina. "Eu omiti o fato de que urinamos na parte de trás do posto e que o Ryan Lochte puxou um cartaz da parede. Sei que cometi um erro ao omitir esses fatos. Eu estava tentando proteger meus companheiros e por isso peço desculpas", acrescentou.

Em sua versão, o nadador contou que não sabia que o homem armado era o segurança do posto. "Enquanto eu caminhava, o homem apontou para mim e para meu companheiro e nos ordenou, em português, para que nos sentássemos. Foi a primeira vez que tive uma arma apontada para mim, e fiquei aterrorizado."

Último atleta dos quatro a deixar o Brasil, Feigen detalhou também como foi a negociação com as autoridades. A primeira opção era continuar no País enquanto a polícia continuasse a investigação, algo que levaria cerca de um mês. A segunda era pagar R$ 100 mil e prestar 15 dias de trabalhos comunitários. A terceira, então, foi uma multa de R$ 150 mil. No fim, "todas as partes concordaram em R$ 35 mil", que foram pagos no dia seguinte.

O passaporte de Feigen, então, foi devolvido e ele retornou aos Estados Unidos. "Peço desculpas pelo drama que causei na vida de cada um. Sou muito grato por estar em casa nos Estados Unidos, com minha família, e saber que essa provação chegou ao fim", completou o atleta, ouro na prova 4x100m livre durante a Olimpíada do Rio.

Feigen e Lochte foram os principais responsáveis por inventar a história. Assim, foram indiciados por falsa comunicação de crime e só poderiam deixar o País após um acordo - Lochte, porém, já estava nos Estados Unidos quando a ordem foi emitida.

Durante o Rio-2016, os quatro nadadores declararam que foram alvos de um assalto, com o uso de armas, em uma falsa blitz. A polícia, porém, desconstruiu a versão e descobriu que eles teriam cometido atos de vandalismo no banheiro do posto, causando prejuízos ao dono do local. Um dos maiores nadadores da história dos Estados Unidos, Lochte já perdeu uma série de patrocínios após a revelação da farsa.

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