Fredy Uehara/Uehara Fotografia
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'Não estou preocupado com segurança na Olimpíada', diz Paes

Prefeito do Rio alerta para 'antes e depois' dos Jogos Olímpicos

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

26 de maio de 2015 | 14h12

A pouco mais de um ano da próxima Olimpíada, o tema segurança no Rio de Janeiro voltou a ganhar atenção depois da morte do médico Jaime Gold, de 57 anos, esfaqueado durante um assalto enquanto andava de bicicleta na Lagoa Rodrigo de Freitas. Apesar da onda de violência, o prefeito Eduardo Paes não se diz preocupado com essa questão para 2016. Para ele, os cidadãos estarão protegidos por um grande contingente policial durante os Jogos Olímpicos.

"Não estou nem um pouco preocupado com a segurança na Olimpíada. O Rio, no auge de suas crises de segurança pública, fez a Rio-92 (Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento). Faz carnaval todo ano, faz Réveillon com enorme sucesso porque, em um grande evento, baixa Exército, Aeronáutica, Polícia, fica uma maravilha", destaca.

Em um evento de empresários nesta terça-feira, em São Paulo, Eduardo Paes apontou que a maior inquietação deve ocorrer antes e depois da competição. "O evento vai embora e o pau come de novo. Esquece Olimpíada, não me preocupo um minuto." O prefeito vê a violência como um problema nacional e reconhece que o Rio de Janeiro tem uma particularidade nesse assunto. "No Rio, talvez seja a situação mais grave, essa coisa de território dominado. São Paulo tem muita violência, mas o Estado não perdeu o monopólio da força."

Ele mostra confiança na política de pacificação das comunidades, instaurada em 2007. Mas, ainda que a responsabilidade pela segurança pública seja do Governo do Estado do Rio, Paes coloca a Prefeitura à disposição para colaborar no combate ao que ele chama de "chaga brasileira". "Nós vamos estar do lado para ajudar. Esse é o grande dasafio do Rio, que a gente tem de enfrentar e tem de vencer", afirma.

 

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