Kimimasa Mayama / EFE
Kimimasa Mayama / EFE

'Não sabemos como o dinheiro do COI será gasto', diz chefe da Tóquio 2020

Presidente do comitê afirma que prevê arcar com custos de até 800 milhões de dólares, cerca de R$ 4,6 bilhões

Reuters, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2020 | 21h57

Os organizadores da Olimpíada Tóquio 2020, a primeira da história a ser adiada, disseram nesta sexta-feira não estar cientes dos gastos detalhados de 800 milhões de dólares (R$ 4,6 bilhões) destinados aos Jogos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

Esse conhecimento é fundamental, pois os custos totais dos Jogos, remarcados para o próximo ano devido à pandemia de covid-19, permanecem desconhecidos, com o governo do Japão e os organizadores da Tóquio 2020 ainda avaliando como dividir os custos.

“Nós, no comitê organizador, não temos ideia de como esse dinheiro será gasto”, disse Toshiro Muto, executivo-chefe do comitê organizador, em uma entrevista online. “Quanto à distribuição...Também entendo que o COI tenha declarado que é muito cedo para dizer.”

Na quinta-feira, o presidente do COI, Thomas Bach, afirmou que prevê arcar com custos de até 800 milhões de dólares (R$ 4,6 bilhões). Desse montante, 650 milhões (R$ 3,8 bilhões) serão destinados à organização dos Jogos, com início previsto para 23 de julho do próximo ano, e 150 milhões (878 milhões) para apoiar federações internacionais e comitês olímpicos nacionais.

Muto disse não ter visto o detalhamento dos custos do COI e se recusou a dizer quanto o adiamento custaria ao comitê organizador dos Jogos e ao governo japonês.

“Por que são 650 milhões de dólares (R$ 3,8 bilhões)? Receio que você precise perguntar ao COI”, acrescentou ele.

Alterações no plano original podem ocorrer para economizar custos e tornar os Jogos seguros para os atletas, admitiu Muto, sem dar detalhes.

 

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