Wilton Junior|Estadão
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Nas argolas, Arthur Zanetti busca feito inédito nos Jogos Olímpicos de Tóquio

Ouro em Londres-2012 e prata na Rio-2016, ginasta brasileiro pode se tornar o primeiro atleta a conquistar três medalhas na modalidade

Raphael Ramos, enviado especial/TÓQUIO , O Estado de S.Paulo

Atualizado

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O brasileiro Arthur Zanetti luta para tentar se tornar, nesta segunda-feira a partir das 5h (horário de Brasília), o primeiro ginasta do mundo a conquistar uma medalha nas argolas em três edições consecutivas dos Jogos Olímpicos. Ouro em Londres-2012 e prata na Rio-2016, ele garantiu vaga na final com a quinta melhor nota, o que o coloca bem posicionado na disputa por um lugar no pódio em Tóquio-2020.

A confiança do ginasta brasileiro é grande, ainda mais porque o próprio Zanetti sabe que tem margem para melhorar em relação a sua última apresentação. O experiente atleta de 31 anos saiu das classificatórias admitindo que cometeu alguns erros e ciente dos elementos nos quais precisa melhorar para poder conquistar uma medalha.

Conta a favor do atleta brasileiro ainda o longo espaço de tempo entre a prova classificatória, realizada no último dia 24 de julho, e a final, marcada para 2 de agosto. Assim, o ginasta teve um tempo considerável para acertar os detalhes que poderão levá-lo ao terceiro pódio olímpico seguido.

Com nota 14.900, o ginasta brasileiro ficou atrás do grego Elefhterios Petrounias (15.333), do chinês Liu Yang (15.300), do francês Samir Ait Said (15.066) e do turco Ibrahim Colak (14.933). Para a disputa da prova final, a sua meta é obter ao menos 15.300 pontos. O maior rival de Arthur Zanetti continua sendo Petrounias, campeão olímpico nos Jogos Olímpicos do Rio-2016. O grego garantiu vaga nos Jogos de Tóquio-2020 somente na etapa de Doha da Copa do Mundo, em junho, última oportunidade para os ginastas se classificarem para a Olimpíada.

Em Tóquio, o foco total de Zanetti está na disputa das argolas. Até por isso, ele ficou na reserva na disputa por equipes, com o objetivo de se poupar para o individual na prova que é sua especialidade.

A preparação do ginasta até o desembarque no Japão para a disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 foi marcada por diversas dificuldades. Por causa da pandemia, ele ficou 15 meses sem participar de uma competição oficial. Só voltou a disputar uma prova na etapa de Doha da Copa do Mundo, no último mês de junho. Com uma inflamação no ombro direito, ele acabou ficando ausente também do Pan-Americano no mesmo mês.

MAIS 'BAILE DE FAVELA'

Ainda nesta segunda-feira, a partir das 5h45 (horário de Brasília), a ginasta Rebeca Andrade disputará no solo a sua terceira final nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Ela foi vice-campeã no individual geral, ganhando a primeira medalha do Brasil em toda a história de sua participação na ginástica artística feminina nos Jogos. Ao som de 'Baile de Favela', Rebeca chega bem cotada a um lugar no pódio depois de obter a quarta melhor nota no solo nas etapas classificatórias.

Sobre a escolha da música, Rebeca explicou porque trocou Beyoncé pelo funk de autoria de MC João. “Quis fazer algo para mostrar a cultura brasileira. Adoro dançar funk. Sou preta e vou representar os pretos, mas também os brancos, azuis, amarelos... Quero representar todo mundo independentemente da cor.”

Rhony Ferreira, coreógrafo de Rebeca, afirmou ao SporTV que a ginasta brasileira prepara uma surpresa para a disputa final no solo. “Ela vai ter uma surpresinha aí e, se Deus quiser, vai emplacar essa medalha. Peço que todos os brasileiros torçam pela Rebeca nessas finais. O baile não vai ser só na favela, mas no Brasil inteiro”, afirmou Ferreira.

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