Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Neymar e Renato Augusto se 'reencontram' com o Maracanã na semifinal da Olimpíada

Jogadores viveram momentos importantes da carreira no estádio

Almir Leite - Enviado especial ao Rio, O Estado de S. Paulo

17 Agosto 2016 | 10h19

Três jogadores viverão uma situação especial esta tarde no Maracanã, nas semifinais do futebol na Olimpíada entre Brasil e Honduras. Serão dois reencontros com o estádio e uma "apresentação". Neymar volta nesta quarta-feira ao estádio onde conquistou seu único título da seleção, na Copa das Confederações de 2013. Renato Augusto, ao local em que apareceu para o futebol e ao bairro em que foi criado. Já Marquinhos, que já jogou no futebol italiano e atualmente está no francês, debuta no Maracanã.

Neymar teve grande atuação nos 3 a 0 sobre a Espanha daquela final da Copa das Confederações. Fez um gol (os outros dois foram de Fred) e participou das principais jogadas da equipe. Foi também a última vez que jogou uma partida oficial no estádio.

Renato Augusto tem uma relação especial com o Maracanã. O meia de 28 anos morou a 500 metros da arena, no bairro da Tijuca, e fez lá a primeira partida como profissional, nos tempos de Flamengo. Ele tem até uma tatuagem do estádio, o antigo, no braço direito. "Eu passava em frente ao Maracanã para ir ao colégio e pensava: 'Vou me dar bem aqui, vou conquistar títulos'. Às vezes eu ia ver jogo que nem era do Flamengo, naquela época o ingresso era barato", recorda.

Um dos três jogadores com idade acima de 23 anos, Renato Augusto admite que jogar no Maracanã pela seleção representa "um momento ainda mais especial". E ficará ainda melhor se o Brasil chegar à decisão da medalha de ouro. "Poder chegar à final e jogar na cidade em que sou nascido e criado, no bairro em que sou nascido e criado, tem um gosto muito especial."

Em compensação, o zagueiro Marquinhos fará sua primeira partida no estádio - no sábado, ele havia "debutado" no Itaquerão. Como saiu cedo do futebol brasileiro para jogar na Roma e depois se transferiu para o Paris Saint-Germain, o ex-corintiano não teve oportunidade de atuar no Maracanã.

Marquinhos não esconde estar um pouco ansioso. "Sabemos da importância do Maracanã para a história do futebol. Crescemos ouvindo histórias do Maracanã e por tudo que foi vivido ali dentro, é um palco especial", disse. "É um sonho a ser realizado por todo jogador, uma oportunidade única", completou o zagueiro.

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