Mario Ruiz/EFE
Mario Ruiz/EFE

Neymar lidera volta por cima da seleção e entra para a história

Atacante consegue feito inédito para o Brasil como capitão

Almir Leite e Ciro Campos, enviados especiais ao Rio de Janeiro, O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2016 | 08h34

Neymar foi o último a começar a comemorar o ouro olímpico. O camisa dez permaneceu deitado no gramado, em lágrimas, enquanto era abraçado pelos colegas. O atacante responsável por converter o pênalti decisivo do título só se levantou depois, para comemorar com a torcida. Logo na primeira entrevista após a final com a Alemanha, ele desabafou contra as críticas que afirma ter recebido.

“É uma das coisas mais felizes que aconteceram na minha vida. Mas, é isso aí. Agora vão ter que me engolir”, afirmou o jogador do Barcelona à TV Globo. “Só tenho a agradecer a Deus, minha família, amigos e companheiros, pelos momentos difíceis, como no começo da competição. Fomos muito criticados. Pudemos responder”, acrescentou.

O jogador usou poucas palavras ontem para expressar a alegria e o alívio pela conquista. Neymar passou pela zona mista exibindo a medalha e sem dar entrevistas. El e demonstrou irritação com os jornalistas que tentavam segurá-lo pelo braço para conversar.

O autor do gol no tempo normal e do chute certeiro decisivo nos pênaltis foi embora do Maracanã realizado: o título lhe abriu atalho para chegar ao sonho de ser o melhor do mundo.

Era a segunda chance de Neymar na Olimpíada, depois da prata de 2012. O atacante citou isso no discurso para os colegas, no vestiário, antes de ir a campo no Maracanã. Quando o Barcelona deixou claro que não o liberaria para disputar duas competições seguidas pela seleção – a outra seria a Copa América Centenário, em junho – ele decidiu: disputaria a Olimpíada para tentar o título inédito e o posto de herói dentro do Brasil.

O objetivo dessa decisão era claro. Com a participação como protagonista de uma conquista tão desejada, Neymar pretendia entrar na galeria de monstros sagrados do futebol brasileiro, com um título no currículo que tantos craques anteriores não conseguiram atingir.

Quando a competição começou, Neymar não foi o jogador esperado no início. Depois, evoluiu junto da equipe e assim como na final anterior disputada no Maracanã, a da Copa das Confederações em 2013, foi decisivo e saiu como herói.

“Quero poder falar para o meu filho (Davi Lucca) daqui a alguns anos que o pai dele fez história com o Brasil, de ter conquistado o ouro inédito, tão esperado ouro para o povo brasileiro”, disse Neymar às vésperas da decisão de ontem contra a Alemanha, no Maracanã.

Ele poderá fazer isso hoje, na festa de aniversário do filho (que completará 5 anos na quarta-feira), programada para a casa do craque em um condomínio no Guarujá. Depois, ele viajará à Espanha, onde certamente mostrará a medalha a seus companheiros de Barcelona, sobretudo Messi, que já tem uma desde 2008. “Tenho muita coisa para falar, mas ainda não encontrei palavras”, disse.

 

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