Renato Sette/Divulgação
Renato Sette/Divulgação

No Mundial de luta olímpica, Brasil busca mais vagas para 2016

Objetivo é aumentar número de representantes nos Jogos do Rio

PAULO FAVERO, O Estado de S. Paulo

05 de setembro de 2015 | 21h30

Com 17 atletas, o Brasil inicia nesta segunda-feira sua participação no Mundial de Luta Olímpica, que será disputado em Las Vegas, atrás de vagas para os Jogos Olímpicos. A competição concede vaga para os seis primeiros colocados nas categorias olímpicas dos estilos greco-romano, livre masculino e livre feminino. Por ser país-sede, o Brasil já tem garantidas quatro vagas, mas vai com uma equipe experiente para tentar ampliar o número de atletas no Rio.

No ano passado, Aline Silva conquistou a medalha de prata inédita no Mundial no Usbequistão e agora lutará nos Estados Unidos em busca de mais um ótimo resultado. “A gente sempre espera o melhor. A expectativa está em cima do meu treinamento. Tenho feito tudo que posso, meu melhor todos os dias, porque é isso que vai fazer a diferença. Vamos ver como será”, avisa.

No Pan de Toronto, ela ficou com a medalha de bronze, pois logo em sua primeira luta caiu diante da norte-americana Adeline Gray, de quem havia perdido na final do Mundial do ano passado. “Em Toronto não foi fácil porque de oito atletas da minha categoria, cinco estavam entre as dez melhores do mundo. Para mim, que acabei de sair do Pan, essas atletas ainda são grandes adversárias para o Mundial”, comenta.

Além de Gray, Aline aponta a representante canadense e a chinesa como adversárias mais fortes na categoria até 75 kg. A disputa delas será na quinta-feira e a brasileira espera estar melhor das dores na coluna que a atrapalharam em Toronto. “Estou bem melhor, só que ainda limitada no meu treino, pois algumas coisas eu evito, até para não ter outra crise à beira do Mundial”, confessa.

Aline tem uma lesão crônica na coluna e antes do Pan fez um treinamento muito intenso nas montanhas de Niigata, no Japão, mas, por causa do hábito local, dormia no chão. “Então, o treinamento forte, somado a dormir em um tatame japonês típico, travou minha coluna e a gente foi tentando recuperar a tempo para o Pan. Fiz um ótimo tratamento, só que não me recuperei a tempo. Então lutei com uma certa dificuldade de mobilidade”, relembra.

Para ela, sempre haverá cobranças por medalha, mas a intenção é representar bem o País. “Essa coisa de esperar medalha eu ouço não só do COB, mas também de familiares, amigos, de muita gente. É uma coisa que a gente tem de saber lidar. Eu sou uma atleta que me pressiono muito naturalmente, me cobro bastante, e tenho de reverter isso em treinamento. A medalha se ganha hoje, no dia a dia, não lá na frente. Por isso dou o máximo e treino com intensidade”, explica.

Os primeiros brasileiros a entrarem em ação nesta segunda são André Felipe Feitosa (66 kg), Ângelo Moreira (75 kg) e Davi Albino (98 kg), bronze no Pan, todos do estilo greco-romano.

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