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No Rio, Usain Bolt foi discreto, mas não resistiu ao samba

Passagem do astro pelo Brasil foi marcada por pura concentração

Nathalia Garcia, O Estado de S.Paulo

20 Agosto 2016 | 05h21

Responsável por um show particular na pista de atletismo, Usain Bolt preferiu a discrição fora dela. Chegou ao Rio de Janeiro no dia 27 de julho sob um forte esquema de segurança e dirigiu-se a um hotel afastado do burburinho dos Jogos Olímpicos. Permaneceu com a delegação jamaicana em esquema de concentração. A facilidade logística foi levada em consideração na escolha da hospedagem, próximo ao Cefan (Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes). E ele aproveitou os treinos fechados para manter o silêncio.

A ida para a Vila Olímpica não alterou seu comportamento. Assediado por outros atletas, Bolt passava boa parte de seu tempo de descanso no quarto. Para o confinamento não se transformar em tédio, comprou uma televisão – com seu próprio dinheiro – e colocou o aparelho em seu apartamento.

A primeira aparição pública de Bolt ocorreu em uma entrevista coletiva onze dias depois, evento que saiu um pouco do protocolo. Brincadeiras com Asafa Powell, selfie com os jornalistas e até um rap feito por um norueguês deram um tom leve ao bate-papo, que abordou assuntos mais delicados.

Reafirmou a aposentadoria olímpica, evitou cutucar Justin Gatlin e analisou sua condição física, sem mostrar toda a confiança que lhe é característica. Em Londres-2012, se autodenominou “lenda”. Parecia mais contido dessa vez, muito por causa da lesão que atrapalhou sua classificação para a Olimpíada. Caiu no samba ao lado de algumas passistas, mas só voltou a dançar no Engenhão.

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