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Thiago Braz é forte candidato no salto com vara REUTERS/Kacper Pempel

Para presidente da confederação, nem tudo está perdido

Toninho mostra confiança para 2016

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2015 | 17h00

O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), José Antonio Martins Fernandes, discorda do cenário de “terra arrasada’’ criado após o pálido desempenho no Pan. Admite que os resultados em Toronto poderiam ter sido melhores. No entanto, diz que a análise não pode ser baseada apenas no número de medalhas e acredita que o País brigará por alguns pódios na Olimpíada.

“Se for comparar com o Pan de Guadalajara (2011), a gente esteve um pouco aquém nas medalhas, mas no geral tivemos resultados positivos. Vários atletas conseguiram o seu melhor resultado na temporada’’, disse Toninho. “E foi uma competição de nível técnico muito bom. No México não tivemos as equipes dos Estados Unidos e do Canadá em sua plenitude, como agora.’’

Para o dirigente, um outro aspecto precisa ser considerado: o atletismo passa por um momento de transição: “Temos muita gente nova na idade e em situações de disputas internacionais. Para muitos, o Pan foi a primeira competição internacional.’’

Toninho deu como exemplos de atletas novos e promissores Thiago Braz, do salto com vara, e Thiago André, dos 800 e 1.500 metros. “A gente está apostando nessa juventude e dando condições para que possa dar frutos já para 2016, mas também visando 2020’’, disse, referindo-se aos Jogos de Tóquio.

Para o objetivo mais imediato, os Jogos do Rio, a preparação prevê a participação dos melhores atletas em competições de alto nível e períodos de treinos dentro e fora do País, como ocorreu antes do Pan (Colômbia, EUA, Itália, Suécia, Espanha e Portugal receberam brasileiros). Toninho diz que estão sendo adquiridos equipamentos modernos, adotados novos métodos de treinamento e contratados treinadores estrangeiros.

Para isso, a CBAt, de acordo com ele, investe grande parte de seu orçamento anual: são R$ 16 milhões de patrocínio da Caixa e R$ 4 milhões da Lei Agnelo-Piva, que chegam por meio do COB. Há, também, R$ 6,5 milhões do Plano Brasil Medalhas. E 27 atletas também são beneficiados pela Bolsa Pódio, que destina R$ 3,3 milhões ao atletismo.

“Nós estamos desenvolvendo todos os fatores positivos que possam levar a boa apresentação na Olimpíada.’’

Nada disso, porém, é garantia de medalhas em 2016.“Estamos em casa e espero que a gente possa conseguir o número de medalhas possíveis de alcançar (ou seja, nas provas em que os brasileiros têm chances reais). Agora, quantificar eu não posso’’, esquiva-se Toninho.

Ele dá como exemplo a China, que em Pequim-2008 conquistou somente duas medalhas de bronze no atletismo. “Eles fizeram um trabalho que começou 10 anos antes da Olimpíada e não conseguiram o desempenho que esperavam.’’

O dirigente cita como provas em que brasileiros podem brigar por medalhas o salto com vara masculino (Thiago Braz) e feminino (Fabiana Murer) e os revezamentos 4x100 e 4x400. “Os revezamentos estão sendo treinados para ter o ápice na Olimpíada.’’

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