Nova seleção de basquete dos EUA vai focar no coletivo

A seleção olímpica de basquete dosEstados Unidos vai para os Jogos de Pequim com rostosconhecidos, mas uma nova atitude em quadra, na esperança deencerrar uma série de fracassos internacionais, disse o técnicoda equipe nesta terça-feira. "Acho que em alguns aspectos nos últimos anos nós fomos umpouco arrogantes", disse o técnico da seleção, Mike Krzyzewski,que também é treinador da poderosa universidade de Duke. "Esse não é o nosso esporte, é o esporte do mundo todo, eestamos jogando um jogo diferente quando enfrentamos outrasseleções." Apesar de ser formada por astros da NBA, a seleçãonorte-americana rendeu abaixo do esperado no exterior nosúltimos anos. A equipe terminou na frustrante terceira posição naOlimpíada de Atenas, em 2004, e sofreu derrotas inesperadas emoutras competições internacionais recentemente. As jogadas individuais e o excesso de arremessos forçadossucumbiram diante de jogos de passes rápidos e bons chutes defora de equipes como Argentina --medalha de ouro em Atenas--Grécia, Lituânia e Porto Rico. O novo cenário das competições internacionais contrasta como domínio dos EUA com seus "times dos sonhos" em Olimpíadaspassadas. Os responsáveis pelo basquete dos EUA adotaram uma novapostura em 2005, dando ao gerente-geral do Phoenix Suns, JerryColangelo, um inédito controle sobre quem treinaria e jogariapela seleção. Colangelo, falando durante encontro da equipe olímpica dosEUA com jornalistas em Chicago, disse que a diferença entre osEstados Unidos e o resto do mundo diminuiu bastante com oscerca de 75 jogadores estrangeiros de 30 países diferentes queatuam na NBA. "Sempre fui convicto de que o basquete é um esporte deequipe. Quanto mais você joga com o outro, melhor você fica. Umbom time pode vencer um time de estrelas, isso foi mostrado naOlimpíada de 2004." "Em muitos desses países, eles têm uma estrutura para aseleção nacional, e muitos deles estão juntos há bastantetempo, eles cresceram jogando juntos." O treinador do Suns, Mike D'Antoni, que também é auxiliartécnico de Krzyzewski, levou para os jogadores da seleção umestilo de jogo mais acelerado. Colangelo entrevistou jogadores e convocou 33 atletas paraformar a base da equipe, muitos deles membros de equipesantigas, que receberam um pedido de compromisso por três anos. "Nos últimos dois anos nós vimos nosso programadesenvolver. Seja quem for, Lebron James, Kobe Bryant, JasonKidd, eles se sentem como parte da equipe", disse Krzyzewski.

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