Sam Moya| EFE
Sam Moya| EFE

Nove atletas australianos são detidos por credenciais adulteradas no Rio

Comitê organizador classificou incidente como 'sem gravidade'

Suellen Amorim, Estadão Conteúdo

20 de agosto de 2016 | 16h55

Nove atletas australianos foram detidos na noite desta sexta-feira, depois que as credenciais que usavam foram reconhecidas como adulteradas para dar direito a lugares privilegiados na Arena Carioca 1, durante a semifinal de basquete masculino, entre Sérvia e Austrália.

De acordo com a Polícia Civil do Rio, os esportistas Ashlee Ankudinoff e Melissa Hoskins, do ciclismo, Ed Jenkins, do rúgbi, Alec Potts e Ryan Tyack, do tiro com arco, Olympia Aldersey, Fiona Albert e Lucy Stephan, do remo, e Simon Orchard, do hóquei sobre a grama, foram autuados em flagrante por uso de documento falso. Cada um terá de pagar multa de R$ 10 mil, e só terão os passaportes liberados quando o pagamento for concluído, em cumprimento à decisão do Juizado do Torcedor e Grandes Eventos. Um décimo atleta foi levado a prestar depoimento como testemunha.

O Comitê Olímpico Rio-2016 classificou o incidente como "sem gravidade". Entendeu que os atletas queriam apenas "apoiar seus companheiros de equipe".

A chefe do Comitê Olímpico Australiano (AOC, na sigla em inglês), Kitty Chiller, disse, em nota, que "é importante saber que os atletas australianos definitivamente não falharam. Estou muito desapontada pelo que nossos atletas tiveram que passar", atribuindo a culpa do incidente a terceiros.

O AOC ainda disse que vai providenciar o pagamento da multa e de todas as taxas legais exigidas. "O bem-estar dos atletas é a nossa principal preocupação e o AOC continuará a prestar todo o apoio necessário para os atletas e suas famílias", dizia a nota. O comitê abriu investigação interna sobre o caso.

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