Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Novo modelo de negócio quer tentar atrair golfistas brasileiros

Local recebia visitantes de todo o mundo. Agora, com as fronteiras do País fechadas, precisa se reinventar para lucrar

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2020 | 10h00

O Campo Olímpico de Golfe está concedido à iniciativa privada, mas é um espaço de uso público. Qualquer pessoa pode visitar a área, que possui bares, restaurante e até uma capela. Para jogar golfe, contudo, é preciso pagar uma diária e gastar com o aluguel de carrinhos ou até mesmo de equipamentos.

Uma das principais fontes de renda vem de golfistas do mundo todo, interessados em jogar em um campo que serviu a uma Olimpíada e que é destaque em revistas dedicadas ao esporte. O problema é que a pandemia fechou as fronteiras do País.

“Antes, a média de público aqui era de dez mil pessoas por mês. Agora, está em torno de dois mil apenas”, diz Carlos Favoreto, presidente do campo olímpico. Por ser um esporte individual, ao ar livre, o risco de transmissão da covid-19 é reduzido se forem seguidos os protocolos de segurança, como uso de máscara e álcool em gel.

Favoreto conta que precisou reduzir o número de funcionários nesse período. A capela, que costuma ser alugada para casamentos, e outros espaços foram temporariamente fechados. É preciso repensar o modelo do negócio. “Aqui vinham golfistas dos Estados Unidos, México, Austrália, Coreia do Sul, Argentina, do mundo todo. Agora as fronteiras estão fechadas, e o Brasil deverá demorar a receber turistas estrangeiros. Vamos começar a trabalhar mais a divulgação para os praticantes do golfe aqui no Brasil mesmo”, diz. 

Para atrair esses jogadores, é provável que os valores sejam repensados. O uso completo do campo (18 buracos) saí por R$ 410 para estrangeiros e R$ 210 para brasileiros. Aluguel de taco custa R$ 100. “Temos parcerias com hotéis na região. Praticar aqui é bom para todos.”

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