Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

'Número de medalhas não é parâmetro para avaliação', diz ministro do Esporte

Leonardo Picciani afirma que às vezes a medalha não vem por um detalhe

Ciro Campos, enviado especial ao Rio, O Estado de S.Paulo

18 Agosto 2016 | 18h40

O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, disse nesta quinta-feira durante visita ao Parque Olímpico que a pasta não vai avaliar o desempenho dos atletas brasileiros nos Jogos do Rio pela quantidade de medalhas, mas sim por critérios comparativos a edições anteriores. Picciani evitou comentar se o número de 14 pódios obtidos até a tarde desta quinta está acima ou abaixo das expectativas.

"A medalha não pode ser um único parâmetro a ser seguido. Muitas vezes a medalha não vem por um detalhe", afirmou o ministro na chegada ao Parque Olímpico, onde se reuniu com o presidente em exercício, Michel Temer, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e responsáveis pela organização da Olimpíada. O encontro foi a portas fechadas em uma área restrita do local, longe das arenas de competição.

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) estabeleceu como meta ficar entre os dez primeiros do quadro de medalhas, o que obriga a delegação a conquistar aproximadamente entre 24 e 27 premiações. Para o ministro, a análise quantitativa não é o melhor parâmetro. "Vamos considerar posições totais, os números finais, as classificações históricas em cada modalidade. Vamos ter que aguardar a conclusão dos jogos para fazer um comparativo e uma análise modalidade a modalidade", explicou.

Picciani adianta que até agora tem uma avaliação "bastante positiva" da participação brasileira. "Vamos esperar o fim das competições para fazer uma análise de completa. Isso servirá de subsídio ao aperfeiçoamento de preparação dos atletas brasileiros", comentou. O ministro defendeu que a existência de resultados surpreendentes obriga que a análise não fique presa à medalha. "Esperávamos que a seleção feminina de vôlei, que não tinha perdido nenhum set durante toda a competição, pudesse chegar. Da outra parte, tivemos o Thiago Braz, que saltou a sua melhor marca da vida e atingiu o objetivo", afirmou.

Em quantidade de medalhas, o melhor retrospecto brasileiro foi em Londres, em 2012, com 17, das quais três foram de ouro. Já no quadro de medalhas, a posição mais significativa foi em Atenas-2004. O País conquistou cinco ouros e terminou em 16º lugar. Até agora nos Jogos do Rio a delegação teve quatro ouros.

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