Fábio Canhete/Canoagem Brasileira
Fábio Canhete/Canoagem Brasileira

Número de mulheres pode superar o de homens pela primeira vez na história

O Brasil nunca teve uma delegação mais feminina que masculina na Olimpíada e em Tóquio poderá quebrar esse tabu

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2020 | 04h41

O Brasil nunca teve uma delegação feminina maior que a masculina na história dos Jogos Olímpicos. E isso pode ocorrer em Tóquio, caso os esportes coletivos dos homens não consigam suas vagas. No momento, o grupo tem 80 mulheres garantidas e 65 homens. Para totalizar os 152 atletas ainda restam sete vagas no hipismo, mas como é uma modalidade mista, ainda não dá para saber quem vai.

“A gente tinha a expectativa de alcançar a vaga na Olimpíada com o handebol masculino no Pan também, mas ela não veio. E entre as mulheres o rúgbi teve uma boa conquista, o futebol feminino confirmou por antecipação”, comenta Jorge Bichara, diretor de Esportes do COB. E são justamente os esportes coletivos que ajudaram a dar o salto de vagas para as mulheres.

Nos Jogos de Atenas, em 2004, 122 mulheres e 125 homens representaram o Brasil naquela edição dos Jogos. Foi a maior participação feminina em porcentagem (49,39%). O maior contingente absoluto foi nos Jogos do Rio, em 2016, com 209 mulheres (para 256 homens). E fora de casa, número mais expressivo foi em Pequim-2008, com 133 mulheres para 144 homens.

Apesar de no momento o grupo feminino manter a hegemonia, na contagem final a situação pode mudar, pois além dos esportes coletivos, na natação e no atletismo a presença de homens deve ser bem maior. Por outro lado, algumas modalidades precisam conseguir a vaga, como a ginástica rítmica e o nado artístico. Para Bichara, os atletas precisam manter o ritmo porque será uma temporada importante. “Foi um ano positivo. Tivemos 22 pódios entre todas as modalidades, mas agora começa tudo de novo.”

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