Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Nuzman diz não acreditar em compra de votos de Tóquio

Dirigente Rio nega ato ilícito na escolha da sede dos Jogos de 2020

Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

15 de janeiro de 2016 | 13h05

O presidente do Comitê Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, disse nesta sexta-feira que não acredita que Tóquio tenha comprado votos para sediar os Jogos Olímpicos de 2020. A suspeita foi levantada na quinta em investigação que envolve a Federação Internacional de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês). Nuzman foi mais longe e negou com veemência a chance de que tenha havido qualquer ato ilícito na campanha que escolheu o Rio de Janeiro como sede da Olimpíada deste ano.

"É uma questão que a gente não acredita, não trabalha com isso. Não vou comentar uma colocação dessas da qual eu não tenho maior conhecimento, maior vivência disso", afirmou Nuzman, logo após a cerimônia de entrega oficial da Arena Carioca 1, que sediará a competição de basquete nos Jogos deste ano e o evento-teste da modalidade a partir desta sexta.

Questionado sobre a chance de surgir suspeita semelhante sobre a escolha do Rio, Nuzman refutou qualquer possibilidade. "De jeito nenhum! No Rio não houve nada. Aliás, a margem de votos que nós ganhamos nos dá essa tranquilidade. Sessenta e seis a 32 (votos), foi a vitória mais elástica da história dos Jogos Olímpicos", afirmou.

Segundo relatório da comissão que investiga esquema de corrupção envolvendo a IAAF, a cidade de Istambul, na Turquia, deixou de receber o voto da entidade na eleição que escolheu a sede dos Jogos de 2020 por não ter feito um depósito de US$ 5 milhões (cerca de R$ 20 milhões) a um consultor da federação. O Comitê Olímpico Internacional (COI) promete investigar o caso.

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