Nuzman diz que esporte brasileiro evoluiu em Pequim

Para o presidente do COB, a delegação do Brasil teve o seu melhor desempenho na história dos Jogos

EFE

24 de agosto de 2008 | 12h37

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou que o esporte do País mostrou evolução nos Jogos de Pequim, encerrados neste domingo.   Veja também: Balanço dos Jogos Olímpicos de Pequim   "O crescimento esportivo de um país não deve ser medido apenas por medalhas. A presença de um maior número de atletas e de modalidades em finais olímpicas indica a evolução qualitativa do esporte brasileiro nas últimas quatro edições dos Jogos Olímpicos", comentou o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.   "Para Londres, em 2012, poderemos contar com os recursos da Lei Agnelo/Piva e da Lei de Incentivos Fiscais ao Esporte, que, por sua abrangência, será uma importante fonte de recursos desde ao alto rendimento", completou o dirigente na Casa Brasil, em Pequim.   O Brasil terminou em 23.º lugar no quadro geral de medalhas, com três de ouro, quatro de prata e oito de bronze, somando um total de 15 medalhas - igualando a participação em Atlanta-1996.   No total de medalhas conquistadas, o Brasil terminou na 17ª colocação geral.   Nuzman lembrou que os três ouros em Pequim foram inéditos: Cesar Cielo, com a quebra de três recordes olímpicos nos 50 metros livre da natação, Maurren Maggi, no salto em distância, e o vôlei feminino.   Ele também mencionou a judoca Ketleyn Quadros, que se tornou a primeira medalhista olímpica individual feminina do esporte brasileiro, com um bronze na categoria leve.   Nas disputas diretas pela medalha de ouro, o Brasil registrou aumento de 70,6%. Se em Atenas-2004 o país teve 17 presenças na fase decisiva, em Pequim foram 29.   "São conquistas expressivas em diversas modalidades. E as nossas atletas merecem um destaque especial", ressaltou Nuzman em declarações ao site do COB.   O presidente do COB comentou ainda a evolução do esporte em todo o mundo, o que qualifica ainda mais as conquistas do Brasil em Pequim.   "Observamos dois fenômenos distintos em Pequim: a hegemonia da China, que se preparou como nunca para esses Jogos Olímpicos, e a diluição de medalhas por uma gama maior de países. A competitividade está cada vez maior e o Brasil está inserido neste contexto mundial", ressaltou o presidente do COB.   Nuzman disse que o COB repassou às confederações cerca de 160 milhões de reais para o ciclo olímpico de Pequim - o que incluiu o Pan-Americano do Rio de Janeiro.

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