Fabrice Coffrini/AFP
Fabrice Coffrini/AFP

'O céu é o limite', festeja sul-africano após recorde mundial nos 400 metros

Wayde van Niekerk quebrou marca de Michael Johnson ao fazer 43s03

Gonçalo Junior e Nathalia Garcia - Enviados especiais ao Rio, O Estado de S. Paulo

15 Agosto 2016 | 09h41

O sul-africano Wayde van Niekerk quebrou o recorde mundial dos 400 metros, que durava 17 anos, e conquistou a medalha de ouro nos Jogos do Rio. Depois de baixar a marca estabelecida pelo norte-americano Michael Johnson de 43s18 para 43s03, o campeão olímpico garante que pode ir além.

"Alcançar o que acabei de fazer, acho que o céu é o limite. Não há chance de me limitar. Pensando onde eu estava quatro anos atrás e onde estou agora, isso mostra que tudo é possível", afirmou, na noite de domingo, após seu triunfo no Engenhão.

O atleta começou a carreira nos 200m e migrou para a prova dos 400m apenas em 2012. Na corrida mais longa passou a ter resultados mais expressivos por ter um bom sprint final, arma que usou para se tornar campeão olímpico no Engenhão.

Niekerk ganhou dos dois últimos campeões olímpicos e com sobra. Kirani James, de Granada, foi ouro nos Jogos de Londres e teve de se contentar com a prata na Rio-2016, assim como o norte-americano Lashawn Merrit, que venceu em Pequim-2008 e acabou com a medalha de bronze neste domingo.

O sul-africano ganhou um cumprimento especial por sua conquista vindo de Usain Bolt, que se tornou o primeiro homem da história a ser tricampeão olímpico nos 100 metros. "Eu ainda estou maravilhado que em Londres em estava em casa assistindo a todos esses caras fazendo as coisas deles." O astro jamaicano apostava suas fichas em Wayde van Niekerk e ficou empolgado com a quebra de recorde. "Ele tem velocidade e força e veio aqui para fazer isso. Estou muito feliz por ele."

OUTRAS PROVAS

No feminino, a norte-americana Allyson Felix foi a mais rápida de três baterias das semifinais dos 400 metros. No Engenhão, a campeã mundial cravou 49s67 no cronômetro e fez o seu melhor tempo desta temporada. A estrela dos Estados Unidos, que enfrentou lesões no último ciclo olímpico, reencontrou a boa forma depois de não se classificar para a Olimpíada nos 200 metros, sua especialidade. Vale ressaltar que a jamaicana Shericka Jackson teve o seu melhor desempenho da carreira e, com o tempo 49s83, avançou à final em segundo lugar. A disputa por medalha será nesta segunda-feira, às 22h45. 

Na semifinal dos 1.500 metros, não teve surpresa. A etíope Genzebe Dibaba avançou com o melhor tempo da noite: 4min03s06. A etíope naturalizada holandesa Sifan Hassan não desgrudou da atua campeã mundial e se garantiu na segunda posição, com 4min03s62. A queniana Faith Chepngetich Kipyegon completou a zona de pódio (4min0395). A final será na terça-feira, às 22h30.

Único brasileiro em ação na noite deste domingo, Talles Frederico da Silva foi mal em suas tentativas no salto em altura e não conseguiu avançar à final da prova nos Jogos Olímpicos do Rio. Com 2,17 metros, terminou na 35ª colocação geral. A melhor marca da classificatória foi 2,29 m. A briga pela medalha está marcada para terça-feira, às 20h30.

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