Marko Djurica|Reuters
Marko Djurica|Reuters

'O importante é saber qual tipo de técnico bate com o estilo dos atletas', diz Morten Soubak

Dinamarquês é técnico da seleção feminina de handebol desde 2009

Nathalia Garcia, O Estado de S. Paulo

02 Outubro 2016 | 05h00

Eu estou no Brasil há quase 12 anos, tenho um ótimo relacionamento com os técnicos brasileiros. Acabei de chegar de João Pessoa, conversei muito com os treinadores nos Jogos Escolares e também costumo bater papo com técnicos que têm times que jogam a Liga Nacional, são eles que estão formando os novos talentos para a seleção adulta. Vejo esse contato como fundamental para nossa continuação de trabalho juntos.

Para o handebol feminino, existem vários talentos atuando aqui no Brasil, como tem várias atletas que já foram para a Europa. Nos Jogos Escolares, vi muitas meninas com potencial. Um pouco jovens para 2020, mas talvez sejam interessantes para 2024. Além disso, grande parte das meninas que acabaram de atuar na Olimpíada tem idade para mais um ciclo e algumas para até dois. O Brasil tem potencial para se manter entre as melhores do mundo. 

Cada Confederação que vai decidir se quer trabalhar com estrangeiro ou com brasileiro, se bate com a filosofia, com a cultura, e vai escolher um técnico que possa ser compatível com o que ela esteja procurando. O que vi na Olimpíada é que tem técnicos estrangeiros trabalhando em qualquer parte do planeta, o que eu achava muito interessante também. Americanos, cubanos, canadenses, argentinos, europeus, australianos e asiáticos com diferentes estilos. É importante saber o que cada Confederação pensa e qual tipo de treinador bate com os seus atletas. 

Eu sempre gostei do Brasil, acho que me adaptei fácil com o povo brasileiro. Adoro trabalhar aqui. No começo, em 2005, o maior desafio foi a língua. Já caímos de rir porque não entenderam o que eu falei, o que saiu da minha boca não tinha sido bem expressado. A língua portuguesa é uma das dificuldades no início para qualquer técnico estrangeiro.

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