Cleusa Duarte| Estadão
Cleusa Duarte| Estadão

Família e amigos fecham rua para assistir luta histórica de Robson Conceição

Telão cai no chão após comemoração por medalha inédita

Cleusa Duarte, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2016 | 20h45

A rua Benedito Jaqueira, em Boa Vista de São Caetano, onde Robson Conceição mora, em Salvador, ficou fechada esta noite para imprensa, amigos e familiares assistirem e torcerem em um telão pelo lutador baiano. E o ouro veio com a cara do Brasil: negro, batalhador e pobre da periferia. Quando o terceiro round terminou, foi uma explosão de alegria. O telão caiu e ninguém conseguiu ver mais nada. Só se ouvia o apelido carinhoso: "Nino, Nino, Nino é ouro!"

A avó dona Neusa passou mal, enquanto o primo Jackson Donato emocionado destacava: “Caraca! Ele mereceu. Eu estava ansioso mas sabia que esse ouro vinha para o Brasil. Ele é focado demais”.

Na torcida, primos, tios, amigos, como Reginaldo Holyfield, ex-pugilista vencedor de vários títulos nacionais e internacionais. “O boxe brasileiro sempre brilhando. Essa moçada está arrebentando. Estou orgulhoso de Robson."

Os minutos que antecederam a luta foram de pura emoção. Aos gritos, o povo fazia contagem regressiva, cantava o hino nacional, a canção “eu sou brasileiro com muito orgulho” e “é campeão”. Pouco antes, um "Pai Nosso" de mãos dadas foi rezado em voz alta pelo bom desempenho do lutador.

A energia positiva deu certo e, aos gritos de "Nino, Nino", apelido carinhoso dos parentes ao lutador, o telão desabou, os amigos e familiares gritavam, riam e choravam.A emoção foi total. Imprensa, policiais, comerciantes no local se confraternizavam. Um ouro que veio para a periferia comemorado com pagode e mocotó.

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