Olimpíada na China não é um erro, diz presidente do Coni

Gianni Petrucci ressalta que seu país não vai aderir ao boicote à cerimônia de abertura do evento em Pequim

Ansa

01 de abril de 2008 | 10h53

A concessão da Olimpíada a Pequim não foi um erro, afirmou nesta terça-feira o presidente do Comitê Olímpico Italiano (Coni), Gianni Petrucci, em entrevista à emissora de TV Canale 5."O espírito das Olimpíadas é a união, a fraternidade, a coesão entre todos os povos. As Olimpíadas têm o intuito de reunir todas as nações do mundo. A Itália já se pronunciou contra o boicote. Não impedimos os atletas de exprimirem seus pontos de vista. O fato de o capitão da seleção indiana ter se negado a levar a tocha é um episódio que cabe a ele em particular, e não ao governo nem ao Comitê Olímpico", disse Petrucci."Os atletas são livres para exprimirem seus pontos de vista. No entanto, disse também que quem for à China não poderá colocar sob a camiseta nacional a frase 'China assassina'. Disse isso e confirmo, devemos respeitar as regras do CIO (Comitê Olímpico Internacional)", continuou o presidente do Conni.Ao ser questionado se após a escolha de Milão como sede da Expo 2015 a Itália pretende se candidatar às Olimpíadas de 2020, Petrucci disse: "Nós nos chamamos Comitê Olímpico Nacional Italiano justamente por isso. Em nossas metas temos também a organização de eventos importantes como as Olimpíadas. É claro que nós estamos disponíveis caso vejamos um possível sucesso. Não pedimos uma organização somente por pedi-la."Ele exemplifcou: "Uma prova disso é o próprio fato de que Milão foi eleita para sediar a Expo 2015". No entanto, com relação às chances atuais da Itália de receber uma Olimpíada Petrucci ressaltou: "No momento não vejo muitas, caso contrário já teríamos requerido".

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