Toru Hanai|Reuters
Toru Hanai|Reuters

'Olimpíada precisa ser realizada como símbolo de superação da covid-19', diz governadora de Tóquio

Yuriko Koike diz que cidade necessita superar a pandemia, mesmo que ainda lide com aumento de casos

Reuters, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2020 | 08h32

A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, muitas vezes apontada como futura premiê japonesa, disse nesta segunda-feira que a Olimpíada precisa ir adiante no próximo ano como um símbolo da unidade mundial para superação do novo coronavírus, mesmo que a cidade ainda lide com aumento de casos.

O Japão não teve um surto explosivo de coronavírus como em alguns outros lugares, mas uma recente elevação de casos em Tóquio, que representa mais de um terço dos seus mais de 20.000 no total, provocou preocupações com uma segunda onda de infecções.

A Olimpíada de 2020 estava programada para começar este mês, mas foi adiada em um ano por causa do coronavírus. Koike prometeu obter apoio público para os Jogos, embora uma pesquisa da mídia mostre que a maioria pensa que eles deveriam ser cancelados ou adiados novamente.

“Quero sediar os Jogos como um símbolo do mundo unido para superar essa situação difícil e de vínculos fortalecidos entre a humanidade”, disse Koike à Reuters em entrevista online. Ela se recusou a especificar um prazo para decidir se a Olimpíada poderá ser realizada como programado.

Ex-apresentadora de televisão que fala inglês e árabe, Koike é para muitos um paradoxo: pensadora global com um tom nacionalista; alguém que avançou na política com ajuda de mentores experientes e uma pessoa que se esquivou da grande aposta de concorrer ao Parlamento em 2017 como chefe de seu novo Partido da Esperança.

O partido fracassou depois que o primeiro-ministro Shinzo Abe convocou uma eleição antecipada. Mesmo assim, Koike permaneceu como governadora de Tóquio e ganhou elogios por seu tratamento direto do surto de Covid-19, em contraste com o que os críticos chamam de resposta desajeitada de Abe.

Ela foi reeleita na semana passada, reacendendo a discussão de que tem chance de se tornar a primeira mulher primeira-ministra do Japão. Na segunda-feira, ela tentou deixar de lado essa especulação. “Fico feliz que as pessoas tenham esperanças em mim, mas recebi apoio para um segundo mandato como governadora”, disse ela. “Quero proteger a vida e a saúde do povo de Tóquio, abordando a questão imediata das políticas para o coronavírus. Essa é a minha maior missão.”

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