ONG diz que príncipe Charles não vai à Olimpíada

Organização Tibete Livre considera o evento vergonhoso pelos problemas políticos com a China

EFE

28 de janeiro de 2008 | 09h19

O príncipe Charles, herdeiro da Coroa britânica, informou à organização Tibete Livre que não estará presente na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim este ano, disse nesta segunda-feira um porta-voz desse grupo. A organização, que tem sede em Londres e denuncia os abusos dos direitos humanos no Tibete, afirmou que escreveu ao príncipe de Gales - que apóia o Dalai Lama, líder espiritual dos tibetanos - para pedir a ele que não assistisse à cerimônia. Em resposta, a organização recebeu uma carta do subsecretário privado do príncipe, Clive Alderton, na qual confirma que Charles não estará presente na cerimônia de abertura dos Jogos de Pequim, que serão realizados de 8 a 24 de agosto. No texto, Alderton acrescenta que o príncipe sempre teve interesse no Tibete e se reuniu várias vezes com o Dalai Lama. Um porta-voz do Tibete Livre expressou sua satisfação com a decisão do príncipe e pede a outros políticos que façam o mesmo. "Os abusos contra os direitos humanos em Tibete pioraram desde que os Jogos foram concedidos, em 2001. Estes Jogos serão conhecidos como os Jogos da Vergonha", acrescentou. A imprensa britânica ressalta que a medida pode ser um revés para os esforços do Governo do Reino Unido de manter laços econômicos e culturais com a China.

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