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Operação especial leva cavalos ao Rio

Grande parte dos animais que disputará os Jogos vem da Europa

Demétrio Vecchioli, enviado especial ao Rio, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2016 | 05h00

Entre todas as cargas que chegam ao Rio para os Jogos Olímpicos, um grupo é especial: o de cavalos. Todo cuidado é pouco com os animais, não só porque cada um deles custa alguns milhões de dólares, mas também porque são eles os responsáveis por grande parte do trabalho nas provas de hipismo.

A enorme operação logística começou ontem do Aeroporto de Stansted, em Londres, onde 34 animais entraram em uma avião de carga, em palets personalizados em direção ao Rio. A previsão era que eles chegassem ao Galeão na madrugada de hoje. Junto com os cavalos vieram quase 10 mil quilos de equipamentos equestres e 6 mil quilos de alimentos para consumo durante os Jogos.

Essa primeira leva conta apenas com cavalos da prova de CCE (Conjunto Completo de Equitação), que engloba adestramento, cross country e saltos. Eles serão montados por atletas de dez países: Reino Unido, Irlanda, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Zimbábue, Brasil, Japão, Itália e China.

Grande parte dos animais que vai disputar os Jogos fica baseada na Europa, onde acontecem as principais provas do calendário internacional. Mesmo a delegação brasileira tem poucos cavalos no País. Do time de salto, por exemplo, todos virão da Europa.

No total, serão nove voos, saindo de Londres, Liège (Bélgica) e Miami (EUA), trazendo mais de 200 cavalos para o Aeroporto Internacional do Rio, em rota direta para o Centro Olímpico de Hipismo, em Deodoro. Um cinturão sanitário foi criado para garantir que os animais não corram nenhum.

Nada impede, porém, que hajam lesões. Ontem, por exemplo, o Canadá precisou fazer uma troca na equipe de CCE. A delegação canadense estará desfalcada de Ian Millar, cavaleiro que foi a dez Jogos Olímpicos, e que cedeu sua vaga no time de saltos à própria filha depois de seu animal se machucar.

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