Carlos Magno/Divulgação
Carlos Magno/Divulgação

Opositor do COI, dirigente do judô defende Rússia e cita Guerra Fria

No ano passado, Marcus Vizer foi isolado após propor evento paralelo à Olimpíada

Estadão Conteúdo

21 de julho de 2016 | 15h39

Apesar de ter perdido sua enorme influência no movimento olímpico, Marius Vizer continua presidente da Federação Internacional de Judô (IJF). Nesta quinta-feira, ele aproveitou o momento de tensão com relação às punições à Rússia por doping sistemático e voltou a mostrar-se voz dissonante no olimpismo.

Em declaração assinada como presidente da IJF, Vizer saiu em defesa dos atletas russos e se mostrou contrário à punição que a Agência Mundial Antidoping (Wada) pediu que o Comitê Olímpico Internacional (COI) aplique: a proibição da participação da Rússia como nação nos Jogos Olímpicos do Rio.

"Nós apoiamos todos esses atletas limpos e esperamos que eles estejam presentes no Rio-2016. Pela perspectiva de judô, a presença de atletas russos é muito importante, assim como a Federação Russa de Judô é um membro proeminente da IJF, com uma notável contribuição para o desenvolvimento do judô", escreveu Vizer, em comunicado.

No ano passado, o dirigente romeno, então presidente da SportAccord - entidade que reúne sob seu guarda-chuva todos os players importantes do esporte -, fez um duro discurso criticando o COI e sugerindo a criação de um evento paralelo à Olimpíada. Ele rapidamente foi isolado, até que renunciasse ao cargo. De número 2 do esporte olímpico, passou ser voz quase nula.

Agora, diz acreditar que "os Jogos Olímpicos devem enviar uma mensagem de união e solidariedade para todos os atletas e todas as pessoas do mundo. "Esperamos que, com a permissão da participação de atletas russos no Rio-2016, nós enviemos uma mensagem positiva para todas as pessoas jovens, que merecem receber exemplos de amizade, ao invés de exemplos da Guerra Fria", completou o dirigente.

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