Jonne Roriz/COB
Jonne Roriz/COB

Organização das Olimpíadas e Paralimpíadas de Tóquio aponta custo menor em orçamento final

Queda de US$ 1,8 bi no valor está relacionada à "simplificação" dos Jogos e à "revisão de contratos" firmados para a realização do evento, que não teve a presença de torcedores nas arenas

Redação, Estadão Conteúdo

22 de dezembro de 2021 | 10h36

A realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio custou menos do que o esperado pela organização. Nesta quarta-feira, o Comitê Organizador revelou que o orçamento final alcançou US$ 13,6 bilhões (cerca de R$ 78 bilhões), US$ 1,8 bilhão a menos do que os US$ 15,4 bilhões (R$ 88,3 bilhões) estimados na quinta versão do orçamento, divulgado em dezembro do ano passado.

O valor de US$ 15,4 bilhões havia sido calculado na expectativa de gastos extras causados pelo adiamento dos Jogos, de julho de 2020 para julho deste ano. Mas a expectativa de custos mais elevados não se concretizou. Esta queda no valor foi atribuída pela organização a "simplificação" dos Jogos e à "revisão de contratos" relacionados à realização do evento sem a presença de torcedores.

Tanto os Jogos Olímpicos quanto os Paralímpicos foram disputados na capital japonesa sem torcidas nas arquibancadas porque o país enfrentava uma situação de emergência, causada pela pandemia de covid-19, na ocasião. Torcedores estrangeiros foram impedidos de entrar no país e fãs locais mal tiveram acesso aos locais de competição, por precaução.

Apesar da queda nos custos, de acordo com a estimativa anterior, os Jogos de Tóquio apresentaram gastos bem mais elevados do que o previsto inicialmente. Quando apresentou sua candidatura para sediar a Olimpíada ao Comitê Olímpico Internacional (COI), em 2013, o comitê japonês calculava gastar US$ 6,3 bilhões em valores da época, equivalente a R$ 36 bilhões pelo câmbio atual.

Os cálculos relativos aos custos dos Jogos ainda não foram encerrados. Uma nova e última atualização do gasto total será publicada em junho de 2022.

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