Issei Kato/Reuters
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Organização estuda liberar atletas de quarentena em Tóquio para Olimpíada em 2021

Período não seria obrigatório para pessoas que chegam do exterior no país asiático

Redação, Estadão Conteúdo

04 de setembro de 2020 | 09h51

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, adiados para 2021 por causa da pandemia do novo coronavírus, estuda liberar os atletas da quarentena obrigatória imposta no Japão para pessoas que chegam do exterior no país asiático. Essa é uma das propostas que começaram a ser estudadas pelos organizadores em uma reunião realizada nesta sexta-feira na capital japonesa.

"Começamos a debater medidas para organizar os Jogos Olímpicos seguros para espectadores e atletas. Isso é nossa máxima prioridade", afirmou Toshiro Muto, presidente do Comitê Organizador, em uma entrevista coletiva nesta sexta-feira concedida logo após o término da reunião entre os dirigentes da entidade. "Mas nada está decidido ainda. Precisamos ver como estará a situação da pandemia no momento dos Jogos", prosseguiu.

No final de março, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o governo do Japão decidiram adiar em um ano os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 para não atrapalhar o desempenho dos atletas e a participação do público. Em 2021, a Olimpíada terá a sua cerimônia de abertura no dia 23 de julho e a de encerramento em 8 de agosto.

Outro ponto discutido pelos dirigentes na reunião desta sexta-feira foi sobre a vacina contra a covid-19. Muto garantiu que ela não será obrigatória. "Não é um pré-requisito (ter a vacina). O COI e a Organização Mundial de Saúde (OMS) já discutiram esse assunto. Claro que se já tivermos uma desenvolvida, será ótimo. Mas se você me pergunta se isso é uma condição para ter os Jogos, não é uma condição", revelou o dirigente japonês.

Muto descartou novo adiamento dos Jogos, mesmo que a pandemia não dê sinais de acabar. "Não sei qual será o estado das infecções por novo coronavírus no próximo verão (no hemisfério norte), mas as chances de que isso seja algo do passado não são altas. Em vez disso, o importante é realizar as Olimpíadas para pessoas que precisam conviver com a covid-19", completou.

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