Organização publica guia para proteger jornalistas em Pequim

HRW, entidade pró-direitos humanos, lança cartilha para auxiliar repórteres que irão às Olimpíadas na China

EFE,

25 de julho de 2008 | 18h52

A organização pró-direitos humanos Human Rights Watch (HRW) informou nesta sexta-feira que publicou um guia de bolso com conselhos de proteção para jornalistas que pretendem viajar à China para cobrir os Jogos Olímpicos.A HRW anunciou em comunicado que o guia de bolso, com 23 páginas, inclui "conselhos para informar em um país muito fechado" e enfatiza os riscos enfrentados por fontes e profissionais chineses da área.A organização pró-direitos humanos, com sede em Nova York, nos Estados Unidos, se dirige a 25 mil jornalistas estrangeiros que devem informar sobre os Jogos e afirma que "a fixação do governo chinês pelo controle faz com que até ambientes aparentemente seguros sejam imprevisíveis"."A plena liberdade de imprensa para os jornalistas internacionais que visitam o país foi um dos pilares da candidatura olímpica de Pequim, mas muito antes da abertura dos Jogos esse compromisso já foi violado", diz o guia.A HWR também adverte jornalistas esportivos "não acostumados à vigilância governamental". Estes, acrescenta a organização, devem saber que "o governo chinês poderia estar interessado em controlar até as atividades jornalísticas mais básicas".No guia, os direitos dos jornalistas são reforçados, "em relação à autorização temporária dada pelo governo chinês para jornalistas estrangeiros e aos riscos que estes ou suas fontes chinesas podem enfrentar"."Muitosjornalistas que se dirigem a Pequim são repórteres esportivos experientes e de Jogos Olímpicos, mas o ambiente na China impõe desafios únicos", disse a diretora de Comunicação da HWR, Minky Worden.O guia foi publicado em espanhol, inglês, francês, alemão e japonês, e a organização pró-direitos humanos disponibilizou os conselhos de forma gratuita na internet (http://china.hrw.org)."A China é líder mundial em detenção de jornalistas, censura de internet e represálias contra cidadãos considerados fontes de notícias críticas ao Governo", avalia a HWR.A ONG insistiu em destacar que seus analistas prepararam o documento para servir de "guia de sobrevivência" no caso dos repórteres que vão trabalhar na China durante os Jogos.O guia de bolso reúne ainda direitos dos jornalistas estrangeiros, assuntos de direitos humanos mais sensíveis no país asiático e instrumentos jurídicos do governo chinês para prevenir e sancionar coberturas jornalísticas.Além disso, aborda aspectos de segurança e vigilância, com conselhos para enfrentar a censura e lidar com a polícia em situações problemáticas."Esperamos que os repórteres que vão a Pequim façam todo o possível para informar sobre a complexa história do cotidiano na China de hoje, incluindo grandes histórias humanas, além das arenas esportivas", completou a diretora Worden.

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