Organizadores da Olimpíada de 2020 admitem aumento nos custos do evento

Construção de sete instalações temporárias será de U$ 9,5 milhões

Estadão Conteúdo

27 de julho de 2016 | 10h24

Enquanto os organizadores dos Jogos do Rio enfrentam enorme pressão para terminar os preparativos até a data da cerimônia de abertura - 5 de agosto -, os responsáveis pela Olimpíada de Tóquio já encaram a disparada nos custos de um evento que vai ser realizado apenas daqui a quatro anos.

O presidente do Comitê Organizador da Olimpíada de Tóquio, Yoshiro Mori, reconheceu em uma reunião com os responsáveis locais pelo evento que o custo de construção das sete instalações temporárias para os Jogos subiu para cerca de US$ 2,6 bilhões (aproximadamente R$ 9,5 bilhões), superando consideravelmente a estimativa inicial de US$ 690 milhões (R$ 2,26 bilhões).

Mori disse que os números originais foram o resultado de cálculos errados, responsabilizando o governo metropolitano de Tóquio e o Comitê Olímpico Japonês. O comitê organizador não divulgou uma estimativa oficial do total dos custos, mas reconheceu que será consideravelmente maior do que os US$ 3,5 bilhões (R$ 11,5 bilhões) previstos pela candidatura.

Os preparativos para os Jogos de 2020 vêm sendo atormentados por uma série de problemas, envolvendo a construção do estádio olímpico, a definição do logotipo oficial e acusações de suborno no processo de definição da sede do evento. Os custos para realização da Olimpíada de 2020 são compartilhados pelo comitê organizador e pelos governos de Tóquio e nacional.

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