Os 12 maiores patrocinadores da Olimpíada de Pequim

Alguns grupos que patrocinam os Jogos têm uma postura pró-Tibete; visão política não atrapalha o marketing

Gillian Murdoch, REUTERS

24 de abril de 2008 | 11h28

Três patrocinadores da passagem da tocha olímpica pelo Japão (Lenovo, Coca-Cola e Samsung) decidiram não colocar seus veículos na comitiva oficial do evento na cidade de Nagano, no sábado. Duas das empresas alegaram razões de segurança. As manifestações contra o regime chinês, especialmente contra a repressão no Tibete, marcam o percurso da chama olímpica pelo mundo, enquanto é cada vez maior também a presença de expatriados chineses em manifestações de apoio a Pequim, às vezes em confrontos violentos com os outros manifestantes. Alguns grupos de apoio ao Tibete e aos direitos humanos criticam as empresas que pagaram bilhões de dólares para patrocinar os Jogos, argumentando que elas deveriam desistir do evento ou pelo menos se manifestar publicamente a respeito das polêmicas. A seguir, veja dados sobre os 12 principais patrocinadores da Olimpíada, que têm o direito de usar o logotipo dos Jogos e a frase "Parceiro do Programa Olímpico" em suas publicidades. - Atos Origin (tecnologia da informação): empresa francesa responsável pela rede de informática dos Jogos. - Coca-Cola (bebidas): A empresa patrocina os Jogos continuamente há 80 anos, e desde 1996 se envolve também com o percurso da tocha. Em 16 de abril, cerca de cem ativistas pró-Tibete protestaram diante da reunião anual de acionistas da empresa. Em nota, a Coca-Cola manifestou "profunda preocupação com a situação" no Tibete, mas disse acreditar que "a Olimpíada é uma força para o bem." -- General Electric (vários produtos e serviços): A empresa será responsável por energia, iluminação, sistemas de alarmes e equipamentos de ultra-som para atendimento médico dos atletas. Ela também é sócia da Vivendi na rede NBC Universal, que detém os direitos exclusivos de exibição dos Jogos na TV aberta dos EUA. -- Manulife (seguros e pensões): A companhia canadense, quinta maior seguradora do mundo, tornou-se patrocinadora global ao se fundir em 2004 com a subsidiária John Hancock. -- Johnson & Johnson (produtos de higiene e saúde): A empresa dos EUA estréia como patrocinadora olímpica global. Fornecerá produtos do seu campo de atuação aos participantes. -- Kodak (fotografia e imagem): A Eastman Kodak manterá um centro de imagens para fotojornalistas em Pequim, montará um centro de diagnóstico para atletas lesionados e distribuirá milhares de crachás. A empresa é patrocinadora olímpica desde os primeiros Jogos modernos, em Atenas-1896, mas diz que esta será a última edição, pois em seguida pretende redirecionar sua estratégia de marketing. -- Lenovo (informática): Maior fabricante de computadores da China, que pertence à IBM, é a única empresa do país-sede entre os principais patrocinadores. Seu objetivo é exibir seu domínio tecnológico e promover a construção global da marca. A Lenovo criou a moderníssima tocha olímpica, pensada para brilhar até no topo do Evereste, que está no trajeto da chama. -- McDonald's (lanchonetes): A rede está construindo quatro lanchonetes especificamente para a Olimpíada, para onde levará seus 1.300 melhores funcionários de todo o mundo. A empresa teve o "restaurante oficial" das últimas sete edições. É patrocinadora desde Montreal-76. -- Omega (relógios e cronômetros): Parte do grupo suíço Swatch, a Omega só deixou de fornecer equipamentos para três edições dos Jogos desde 1932. O ator George Clooney, garoto-propaganda da marca e critico do apoio chinês ao regime do Sudão, disse ter abordado o assunto com a Omega. -- Panasonic (áudio e vídeo): A empresa de Osaka, patrocinadora oficial dos Jogos desde Seul-88, fará com que a Olimpíada de Pequim seja a primeira totalmente transmitida em TV de alta definição. Além disso, está instalando 2.000 câmeras de vigilância nos locais de disputa. -- Samsung (comunicação sem fio): A empresa sul-coreana está entre os principais patrocinadores olímpicos desde 1997. A respeito do Tibet, ela diz que os Jogos não deveriam ser motivo de protestos. "Esperamos que todas as pessoas que compareçam aos Jogos entendam isso." -- Visa (cartões de crédito): Dona de 1,4 bilhão de cartões no mundo, a empresa é o serviço oficial de pagamento das últimas 11 Olimpíadas, e um dos principais patrocinadores desde 1986. Outros 11 patrocinadores têm o direito de usar o logotipo olímpico na China. A alemã Adidas, por exemplo, pagará 200 milhões de dólares para isso. A China Mobile, maior operadora mundial de celulares, o Banco da China, maior operador de câmbio do país, e a Sinopec Corp., maior refinaria da Ásia, também têm quotas de patrocínio. Fontes: Reuters, sites das empresas, site oficial do Movimento Olímpico

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