Marc Lebryk|USA Today Sports
  Marc Lebryk|USA Today Sports

Ouro da ginástica já tem nome no Rio-2016: Simone Biles

Americana é apontada como invencível e tem tudo para brilhar no Rio

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2016 | 07h00

A delegação dos Estados Unidos espera somar cerca de cem medalhas nos Jogos Olímpicos. E uma de ouro já está garantida para Simone Biles. Com 1,45 m de altura e 40 quilos, Biles é a maior ginasta da atualidade. Aos 19 anos, a norte-americana de Columbus, Ohio, soma dez medalhas de ouro nas últimas três edições dos campeonatos mundiais da modalidade, superando a lendária russa Svetlana Khorkina. São 14 pódios no total.

"Este momento que antecede a Olimpíada é muito estressante. Não penso no que já conquistei, sempre projeto o que vem pela frente e me concentro em obter melhores resultados. Esta é a forma que tenho para treinar todos os dias em alta intensidade", disse a atleta, que soma três títulos mundiais no individual geral em três competições disputadas.

Os movimentos da ginasta são precisos, rápidos e elegantes, o que lhe valem comparações com verdadeiros mitos da história da ginástica em Jogos Olímpicos, como a romena Nadia Comaneci, nota 10 nos Jogos de Montreal em 1976. "Fico honrada, mas ainda sou uma jovem em início de carreira, que precisa fazer muita coisa para obter um lugar de destaque entre tantos nomes importantes do esporte", afirmou Simone Biles, demonstrando humildade.

O nível atingido por Biles é tão alto que nem mesmo quando comete falhas suas adversárias conseguem superá-la. Em Glasgow, na Escócia, no ano passado, ela cometeu vários erros na trave e no solo e ainda assim conseguiu somar 60,399 pontos, não dando chance para as rivais, com quatro medalhas de ouro: por equipe, individual geral, trave e solo.

A atleta faz parte de uma equipe que promete ratificar o domínio dos EUA na ginástica nos Jogos do Rio. Ela vai se juntar a Gabby Douglas, Jordyn Wieber, Alexandra Raisman, Kyla Ross e McKayla Maroney.

O INÍCIO

Este time foi formado em 2011, com o título por equipes conquistado em Tóquio, no Japão. Para o ciclo olímpico de 2013-2016, Biles passou a integrar o grupo em 2012, após os Jogos de Londres, e no ano seguinte, aos 16 anos, já conquistava quatro medalhas no Mundial de Antuérpia: ouro no individual geral e solo; prata no solo e bronze na trave. "Desde o primeiro movimento já dava para perceber de que se tratava de alguém especial, fora do normal", relembrou Aimee Boorman, técnica de Biles na seleção norte-americana.

Ainda sem Biles, em Londres-2012, a equipe norte-americana ficou com a medalha de ouro por equipes. Gabby Douglas ficou com o primeiro lugar no individual geral e Alexandra Raisman com o lugar mais alto do pódio no solo e com o bronze na trave. McKayla Maroney obteve a prata no salto.

As americanas deixaram para trás as rivais russas, chinesas e romenas. "Mas sabemos que em quatro anos muita coisa é alterada e esperamos uma dificuldade ainda maior no Rio", afirmou Biles, sempre sorridente.

História. O momento atual vivido pelo time dos Estados Unidos não foi constante na história da ginástica. A primeira conquista internacional atingida pelas norte-americanas foi a medalha de bronze por equipes obtida na Olimpíada de Londres, em 1948. Após esta, apenas quarenta anos mais tarde a base da equipe tornou-se novamente competitiva.

A ginástica dos Estados Unidos era considerada de segunda linha em Jogos Olímpicos. O panorama foi alterado em Los Angeles, em 1984, com as conquistas de Mary Lou Retton.

O primeiro título mundial no individual geral foi em 1991 e as primeiras medalhas por equipes foram alcançadas nos Jogos de Barcelona-1992 (bronze) e Atlanta-1996 (ouro), com destaque para Shannon Miller, ganhadora de cinco medalhas olímpicas.

Oito anos mais tarde, em Atenas-2004, o ouro por equipes não foi repetido, mas o time se manteve no pódio com uma medalha de prata, repetida nos Jogos de Pequim, em 2008.

Carly Patterson em Atenas-2004; a russa naturalizada americana Nastia Liukin em Pequim-2008 e Gabby Douglas em Londres-2012 foram campeãs no individual. Os Estados Unidos contam com o quarto título consecutivo no Rio. Mas o nome desta vez é o de Simone Biles.

 

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