Ouro é mais importante que prêmio da Fifa, diz Marta

Jogadora, melhor do mundo em 2006 e 2007, diz que Brasil manterá a base da seleção vice-campeã em Atenas

Tatiana Ramil, Reuters

14 de julho de 2008 | 13h15

Marta, a melhor jogadora de futebol do mundo, prefere ver a seleção brasileira como a melhor do mundo. A atacante, que viu a medalha de ouro bater na trave em 2004, disse que aprendeu com os erros e está melhor preparada para chegar ao topo do pódio nos Jogos de Pequim. "Com certeza será o prêmio mais importante da minha carreira", disse Marta, de 22 anos. "Eu costumo dar mais valor aos prêmios em grupo do que aos individuais, porque o individual você pode perder um ano, mas no outro você pode trabalhar para ganhar novamente. Olimpíada é de quatro em quatro anos e representar o país, não tem como explicar", disse. Marta foi eleita duas vezes (2006 e 2007) a melhor jogadora do mundo pela Fifa. O Brasil chegou perto de ganhar seu primeiro ouro olímpico no futebol nos Jogos de Atenas 2004, quando a equipe feminina perdeu a decisão para os Estados Unidos numa partida muito equilibrada. Em 2007, o time perdeu a final da Copa do Mundo para a Alemanha, também fazendo um bom jogo, no qual desperdiçou várias oportunidades. "A gente ganhou algo de positivo em relação às competições que participou, vamos sempre ganhando experiência. Com certeza a equipe está bem mais forte agora, melhor preparada psicologicamente para enfrentar uma final novamente", afirmou Marta, que perdeu um pênalti na decisão contra as alemãs. ADVERSÁRIAS Para os Jogos de Pequim, o Brasil deve manter a base da equipe que conquistou a prata há quatro anos, mas terá o desfalque da capitã e zagueira Aline Pellegrino, com uma lesão no joelho. A seleção iniciou, em 1.º de julho, a preparação para a Olimpíada com 20 atletas, 15 delas que atuam no Brasil, onde nem sempre elas estão em atividade devido à falta de campeonatos. Marta só se juntará ao grupo no dia 21, na Suécia, onde ela atua pelo Umea. Outras "estrangeiras" da equipe, Cristiane e Daniela Alves, também se apresentarão na Europa. O grupo do Brasil em Pequim será formado por Alemanha, Nigéria e Coréia do Norte. A meia-atacante despistou sobre qual será o principal adversário e citou vários candidatos ao título. "A Alemanha tem sua tradição, é uma equipe muito forte, assim como os Estados Unidos, a Suécia, a China, que jogará em casa, a Nigéria é uma equipe boa, a Coréia do Norte. A gente tem que encarar todas como sendo do mesmo nível", declarou a alagoana, empolgada com os elogios em sua visita ao país. "Algumas crianças chegam e falam: 'Quero ser como você, quero ser jogadora quando crescer"', disse. "Isso deixa a gente muito feliz. Mostra o quanto você é querido pelas pessoas, o quanto elas admiram o seu trabalho", acrescentou.  

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